quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Relação de postagens.

Para os visitante recentes e até mesmo os antigos, facilitarei-vos a vida.


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A estória de Pedro, um rapaz diferente. (obs: sempre estarei atualizando os capítulos aqui nesse post)


 - Capítulo 1
 - Capítulo 2
 - Capítulo 3
 - Capítulo 4
 - Capítulo 5
 - Capítulo 6
 - Capítulo 7
 - Capítulo 8
 - Capítulo 9
 - Capítulo 10




TEXTOS REFLEXIVOS 




- Sem preconceito! (o pseudo-espelhamento como forma de introspecção)
- Sinônimos do amor. (o valor das mudanças passionais ao longo do tempo)
- Aquela vontade. (valorização das personalidades temporais)
- É fácil, basta querermos. (utilização do melhor que possuímos)
- Vale a pena pensar adiante? (reflexão sobre o que devemos ou não fazer para impedir o sofrimento)




POEMAS























quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Destinos


Sem saber se estavam sendo perseguidos, os 5 homens seguiam à todo vapor. O carro, a qualquer hora, poderia ser alvo de um míssil muito rápido. Isso já havia acontecido, e, por sorte, ninguém ficou ferido.  Ulisses não estava nada confiante com relação ao fim desse trajeto. Por mais que parecesse instransponível, Pedro sentia que tudo poderia dar errado. O carro balançava muito, tinham acabado de entrar em uma estrada recortada, cheia de buracos. Logo logo estariam seguros no QG dos GR5, pensava Pedro, ou melhor, queria Pedro.

Passados cinco longos minutos, o asfalto voltou, e com ele as várias pessoas comuns às áreas de comércio. O caos chegou. Pedro conseguiu sentir pelo menos dois carros os perseguindo a toda velocidade, pareciam Porshes. Ulisses, porém, se sentiu aliviado, Pedro não sabia por quê. Tudo indicava que ele tinha um plano, infalível. A sua confiança era tão grande que transparecia alegria e ao mesmo tempo muita sabedoria. Pedro se sentiu tão bem que poderia pular para fora do carro que ficaria a salvo. No entanto, os carros continuavam muito perto e agora pareciam preparar algum ataque.  Ulisses o tranqüilizou, disse que os perseguidores não iriam os prejudicar, teriam que saber aonde era o famoso centro de comando na Índia. Pedro surtou, como se livrariam dos malvados Bisus?

Para Ulisses, a resposta era simples. Teriam que despistá-los. Pedro sentiu raiva, sabia que não seria tão fácil, pediu para que Ulisses fosse sincero com ele, e que detestava suavizações. Tudo acontecia em um tremendo agito. Os homens ao lado de Pedro estavam mais do que atentos, nunca ele vira pessoas tão fiéis ao trabalho como aqueles ao seu lado. Ele então, sem mais nem menos, teve uma idéia. Já que teriam que despistar os perseguidores, Pedro pensou em pular na água, pensou se os homens ao seu lado teriam aquele dispositivo que os englobava e protegia. Disse o que pensava no carro. Ulisses o vangloriou: “Você é um gênio, Pedro.” E então perguntou alguma coisa em russo ou em eslavo aos homens no carro, todos pareciam concordar. “Are you ready?” disse com fervor. Todos responderam que sim. Manobras complexas e completamente difíceis foram realizadas com prudência e sabedoria por Ulisses, os comerciantes ao redor ficavam perplexos com a perseguição. Até que, em um horizonte próximo, viram aquelas escadas – dos dallits - que desaguavam no mar. Antes do pior acontecer, Pedro imaginou como seria.

“Huldandaus! Hualdnadaun!”. Gritavam os habitantes, quando o carro atingiu a água com toda a força. Na mesma hora, todos tiraram os cintos de segurança. Por sorte, nenhum havia ficado preso. Os homens então, iniciaram um tipo de ritual. Tiraram dos bolsos pequenas esferas transparentes e as agitavam de maneira acintosa. Depois de alguns segundos o dispositivo funcionou. Uma esfera transparente e enorme havia englobado o carro e eles, e então, os homens começaram a olhar para os lados e para os relógios.
“Temos que nos esconder, eles nos verão aqui!” dizia Pedro, todo segundo. Nenhum dos homens respondia com palavras, gesticulavam apenas com o dedo na boca, pedindo silêncio absoluto. Pedro obedeceu. Nesse momento, homens apareceram vestindo trajes marinhos à procura deles. Ulisses olhava de maneira hostil, segura e atenta para os homens – integrantes dos Bisus. Os bisenses procuraram, procuraram e enquanto isso os escondidos olhavam à todo momento para o relógio, que já acusava 2 minutos de espera.
Tudo parecia perdido. Os bisenses certamente iriam vê-los quando a proteção acabar. Contudo, eles já davam indício de ir embora. Cada vez mais longe, os bisenses chegavam à superfície, e praticamente na mesma hora, o envoltório cedeu. Os homens ao lado de Pedro o agarraram e preparavam a emersão. Ulisses também, assim como o companheiro do lado. Pedro tinha sorte de gostar de água. Fora um momento complicado, que exigira muito fôlego.

Quando já estavam na superfície, Ulisses disse: “Pedro, agora temos que ir nadando, é muito perigoso andar pela cidade novamente. Você vê algum problema nisso?”. “Claro que não, sou bom em natação.” Respondeu Pedro. E então, seguiram. Por sorte, o Centro de Comando estava próximo dali, a 2 km.
Quando chegaram, o mar já parecia mais calmo, as ondas batiam nas pedras suavemente. Era a hora de escalar. Todos subiram a pequena montanha rochosa e chegaram a um vilarejo. Molhados, algumas pessoas ofereceram ajuda, mas que foram recusadas. Ulisses apontou um caminho e Pedro os seguiu.

Haviam chegado a uma pequena casa de pedra, com uma porta de madeira. Ulisses bateu de uma maneira diferente e ela se abriu, mas não de maneira mecânica, havia ali uma pessoa. Ulisses a cumprimentou, assim como os homens. Pedro sentiu que também o devia fazer e a moça lhe correspondeu. Havia uma mesa de madeira, com cadeiras luxuosas e confortáveis. Pedro esquecera que estava molhado e foi sentando de maneira natural, quando a mulher disse: “Não se preocupe, vocês devem estar cansados.”. Pedro corou. Tudo o que não queria era fazer exatamente o que nunca devia fazer em momentos como esse. Mas Ulisses interrompeu os pedidos de desculpa de Pedro: “Tudo bem, Jilah. Viemos pra reunião. Preciso só que me passe o código de hoje, e, por favor, deixe-me lavar esses tapetes, estão encardidos. Toda vez que chegamos aqui sujamos alguma coisa. Eu imploro e não aceito um não!”. A mulher disse, então, que era para ele pegá-los no próximo final de semana. “Vão vir ainda muitos integrantes essa semana, por causa da explosão.” Completou Jilah. ”O que? Que explosão?” disse Ulisses, surpreso. “Ah, Uli, você não ficou sabendo? Estourou uma revolta dentro dos nossos GR5 na China. Gente que não concorda com a nossa maneira de seguir com as coisas sabe? Acabaram que explodiram uma parte do QG de lá, mas agora está tudo sob controle, os safadinhos foram pegos e vão depor, acredito. Ah, mal me pergunte, mas esse acodi aí é muito novo hein? Tem quantos anos, menino?” disse a moça. “Ele tem 16 anos, Jilah, e é quem estávamos procurando esse tempo todo. Ele tem o fluxo de tr4 no setor 15-e. Ele tem pressentimentos, Ji.”. respondeu Ulisses. “Não acredito. Esse tempo todo procurando... Não foi em vão. Oh meu Deus... Vocês precisam ir logo, ele não está seguro aqui... Uli, dessa vez, hasuge hueduf jugetesoi, você consegue. “ aflita, disse Jilah.

Ulisses nem despediu direito, olhou com confiança para a mulher e seguiu em frente, puxando Pedro, os homens vieram logo atrás. Pedro se confundiu, ou o Centro de Comando não era ali? Resolveu perguntar. “Ulisses, você não disse que o centro de comando era aqui?”. “Ah, havia me esquecido.” E então Pedro viu Ulisses tirando um aparelho do bolso molhado e apontando para Pedro. O dispositivo fez um barulho e então Pedro apagou.

sábado, 14 de novembro de 2009

Encaminhamentos

Ouvia-se: "Atenção, preparar para choque iminente. Atenção, prepar...". Pedro acordou assustado com a mensagem, homens entraram no quarto e o puxaram até a cama, onde um envoltório estranho e transparente começava a envolvê-los.

Ele não tinha tempo para pensar. Tudo era tão rápido, tão agressivo...
Motivos não faltavam para haver um ataque ao GR5: existia um grupo correndo atrás dos acodi's; os Bisus.
Ele escutou vários homens gritando - alguns em russo, outros em inglês - uns com os outros tentando formular tentativas de escape, parecia tudo tão difícil, tão impossível...

Foi quando houve o impacto. O GR5 não suportara, suas 'pontas' cediam uma à uma, causando uma depressão de água em torno do móvel imenso. Água e mais água entravam cada vez mais intensamente no GR5 e o 'tentáculo' onde Pedro estava começava a ser destruído também. Ele não conseguia entender o que havia provocado o tão grande impacto que faria este magnífico submarino ceder a este ponto.

O envoltório em que estavam - Pedro e mais dois integrantes do GR5 - o protegiam de praticamente tudo. Contudo, Pedro via que os homens olhavam aflitos para os relógios em seus pulsos, parecia que uma hora a proteção se desfaria. Enquanto isso, a ponta que estavam acabava de ceder e eles acabavam de entrar no leito marinho, escuro e desértico, protegidos apenas pelo estranho envoltório.

A cada momento que passava, Pedro se via mais perdido: passava-se e o tempo e nada de melhor acontecia.
Milhares de pontos luminosos apareceram diante dos olhos de Pedro, os homens ao seu lado, então, começaram a tirar de suas roupas equipamentos estranhos, parecidos com bugigangas de lojas de 1,00 real.

Os homens, então, iniciaram um tipo de...

***

Pedro se encontrava na porta de seu quarto no GR5. Via os homens que o deixaram ali indo embora, rumo à outra repartição. Na hora, gritou: "ESPEREM, ESPEREM!".

Os homens nada fizeram, continuaram caminhando. Pedro, então, apelou: "EU PREVI ALGUMA COISA! ESTAMOS CORRENDO PERIGO, VAMOS SER ATACADOS, OU ALGO DESSE TIPO!!! POR FAVOR ME ESCUTEM!"

Funcionou. Ulisses, em menos de 2 minutos, aparecera em sua porta. Pedro o louvou, nada era tão confortante. E então, ele contou à Ulisses o que vira. Imediatamente, Ulisses deu ordens em algum idioma desconhecido para os homens na sua retaguarda. Pedro sentiu o GR5 se mover em outro sentido.

Pedro salvara grande parte dos homens que estavam dentro daquele submarino gigantesco. Suas previsões eram bastante úteis. Menos para Ulisses: "Por que você fez isso, Pedro? Por que nos contou?". "Eu vi, eu iria morrer se ficasse caladinho esperando tudo acontecer!", retrucou Pedro. "Devo lhe dizer que corremos mais perigo agora do que antes.", falou Ulisses, em um tom muito calmo. "É claro que sua previsão nos salvou, e é mais do que certo que desviaremos daquela direção, mais preciso que entenda que suas previsões dão na cara de que está aqui. Nós temos vários destes aqui, Pedro. Nossos integrantes, em número, podem ser maiores que o Maracanã lotado em dia de clássico. Você deve saber, Pedro, que sua previsão acaba de dizer aos Bisus que você está conosco, que a arma mais importante do mundo, até agora, pertence aos GR5. Eles sempre dão ataques deste tipo, desses como mencionou na previsão. Gente nossa morre toda hora. Você ia ser salvo. Porém, não tenho a capacidade humana de esperar a morte. Por causa disso, tivemos de desviar a rota. Vamos à Índia." replicou.

"Não sabia que seria tão simples. Pensei que um ataque daquela maneira seria uma emboscada terrível. Mas tudo bem. Mas me diga, devo ou não lhes dizer as minhas previsões?" perguntou Pedro. "Faça o que o seu coração mandar, cara. Devemos fazer isso sempre. Mas fique tranqüilo, você estará a salvo em menos de 20 horas." disse Ulisses.

A viagem seguiu em frente. Tudo estava normal como antes e Pedro cada vez mais curioso para conhecer os outros acodi's e ver toda a estrutura de proteção que revestia o imenso grupo dos GR5. Mas enquanto isso, tinha de esperar 20 longas horas até atracar na Índia.


***


O sono de Pedro estava estranho, ele dormia mas não descansava como devia. A maioria das horas que estavam à deriva foram gastas com sonecas. Ele sempre quis dormir mais de 15 horas. O restante do tempo Pedro ficou navegando em sites na internet e ficou surpreso que nada sobre o que acontecia em relação à ele e ao GR5 estava presente ali. Era tudo tão secreto que ele imaginou que muitos homens morriam por revelarem alguns segredos.

Vozes foram ecoando até o encontro ao quarto de Pedro. Ulisses estava ali, com mais 3 homens, todos de preto, como sempre. Eles, então, abriram a porta e identificaram-se. Pedro estava muito ansioso, nada seria tão emocionante, visitar a Índia como fugitivo de grupos assassinos que desejam o fim da humanidade.

Ulisses, então, disse: "Pedro, está na hora, cara, temos que ir. Vamos ao QG dos GR5 aqui na Índia, não é o  maior, mas é um dos mais visitados.". "Lá tem comida, né? E a minha bagagem? Ah, falar nisso, por que você comprou aquilo tudo e não comi quase nada?" retrucou Pedro, bravo. "Calma, você verá por que." respondeu Ulisses. "Vamos."

Pedro não percebera que estava no subsolo, nem como tinha chegado ali, era muito misterioso como aquela 'nave' se movimentava. Haviam portas imensas justa-postas com o Grand Revolution Five, as portas se abriram e Pedro viu o que ele realmente não esperava. Um estacionamento gigante de um hotel. Apenas 3 homens e Ulisses acompanharam Pedro para fora do submarino. Ulisses, na frente, apontou o caminho. Chegaram em um carro cinza, bonito, que Pedro nunca vira antes na vida. Ulisses mandou todos entrarem e então, arrancou.

O destino parecia imprevisível. As ruas, lotadas de pessoas, hindus, comerciantes, se estreitavam cada vez mais. Ulisses, olhando para todo lado, o tempo todo, fez um sinal para o homen ao seu lado. Os dois tiveram a mesma ação: abaixaram-se. Um míssil muito veloz passou entre o teto do carro e os dois. Ulisses acelerou. O míssil havia batido com muita força em um prédio mediano e este desmoronou rapidamente. Pedro já se desesperava no banco de trás. Os dois homens ao seu lado pareciam muito calmos, porém, atentos.

Pedro imaginou que aquele carro devia ter alguma coisa, alguma tecnologia. Foi quando Ulisses disse: "Tivemos que pegar um carro normal por que se não descobririam-nos aqui, que merda. Mas fique tranqüilo, Pedro. Você ficará bem, temos alternativas. O QG está próximo... Rua 87, Moahsinn Khali, 30 graus a nordeste com cinco andares no subsolo, entrada sul. Estamos perto."

E o carro seguiu a todo vapor rumo ao endereço. Faltava saber como chegariam lá sem serem perseguidos...

*Continua no próximo post*

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Grand Revolution Five

A porta parecia escancarar. Mas não, Ulisses batia com veemência e Pedro escutava sua voz. Estava na hora.

Definitivamente, Pedro não estava pronto, estava nu, ainda não escovara os dentes, nem comera nada... "Estou fodido!", pensou.

Pedro então, vestiu suas novas roupas e abriu a porta. Ulisses o alertou: "Te falei para estar pronto às 7h!!! Ainda bem que bati aqui com 20 minutos de antecedência, Pedro. Não podemos cometer mais erros.". "Preciso só escovar os dentes e arrumar as sacolas, me ajuda?" disse Pedro. "É claro, estou aqui pra te ajudar... Vamos lá... Comida, roupas... aqui.". E assim, em menos de 5 minutos os dois estavam saindo pela porta do quarto. Pedro deu sua última olhada para o quarto, como se aquele fosse seu ninho de redenção durante a eternidade de quase dois dias.

A velocidade de pensamento era impressionante: "Como será a viagem não sei caramba será que vão me perseguir oh meu deus preciso de ajuda os bisus não podem me pegar...". A cabeça de Pedro era um turbilhão de idéias e ânsias. O medo ficava cada vez mais intenso e insuportável. Pedro sentiu vontade de pular novamente da janela do quarto do hotel... "Cara, acorda, cara!!! Temos que ir!", disse Ulisses. Pedro então se ligou novamente, estava viajando nas idéias longínquas de seu substrato cerebral.

"Por aqui, Pedro.", disse Ulisses. Eles estavam entrando no estacionamento do hotel, que por sinal, estava lotado de carros importados e de grande porte. Estavam num hotel de luxo, no mínimo, 4 estrelas. Se bem que o quarto não era lá essas coisas... Mas não importa.

Pedro se viu correndo nas janelas dos carros à sua volta. Ulisses dava passos largos demais que Pedro não conseguia acompanhar. Suas vistas começaram a atiçar movimentos repentinos e desastrosos como sintomas de ansiedade física e psicológica.

"Pedro, preciso que respire fundo. Vamos passar por uma situação desagradável, mas é necessária. No 3, Pedro. 1... 2... 3...Segure!"

Mas nada aconteceu. Pedro continuava ali, parado, no meio do estacionamento. "No 3, Pedro. 1... 2... 3... Segure!" De novo, nada ocorreu. Ulisses desesperou: "Oh meu Deus, o que será que aconteceu? O combinado era agora, às 7h30! Alguém corre perigo, tenho cert..." Mas o desespero foi momentâneo. Ulisses não precisou nem contar, agora, Pedro via que precisava segurar a respiração com toda sua força.

A pequena parte do estacionamento que estavam começava a descer, como um elevador, mas na medida que desciam, a água os rodeava e os tampava. Pedro percebeu que não estava mais com a sua bagagem, ela tinha ficado. Olhou para Ulisses desesperado apontando para cima e sinalizando que havia esquecido algo. Ulisses o acalmou.

Parecia que ficariam para sempre segurando a respiração. Os braços de Pedro começavam a se mover sozinho procurando uma saída no teto do estacionamento, mas eles só encontravam concreto e aço. Foi quando uma onda estranha os puxou para um móvel marinho. A força os puxou até a parede do estranho móvel e depois essa parede começou a girar, girou por 180º e então parou. Estavam dentro de algum lugar, a água começou a ser drenada e Pedro, finalmente, recuperou seu fôlego, juntamente com Ulisses.

A primeira coisa que Pedro disse foi que esquecera sua bagagem. "A sua bagagem vai pelo ar, e nós vamos pelo mar, ou melhor, pelo fundo do mar.", disse Ulisses. Pedro se sentiu extasiado, presenciava ali, um dos maiores resgates da história da humanidade, de acordo com seus livros de história.

O móvel aquático era maravilhoso, por fora e por dentro. Por fora, era uma "estrela" com cinco pontas, cada uma delas responsável por uma função vital. A primeira estrela que Pedro viu, pela janela, parecia ser responsável pela energia, via um buraco em sua ponta e um 'fogo branco' saindo dele. "Deve ser nuclear, ou algo assim, né?", perguntou Pedro. "Talvez.", disse Ulisses. "Já saquei, vocês não podem me falar como funciona isso tudo aqui, né? Para o caso de eu ser capturado?", entendeu Pedro. "Com certeza, Pedro. Mas preciso intimamente da sua ajuda agora. Preciso que use toda a sua habilidade! Responda este questionário aqui e depois me informe as letras que você marcou. É de suma importância." Mas o que Pedro não sabia, era que esse questionário resultava na senha para a saída do "tentáculo" que estavam.

Pedro via um questionário estranho. Com perguntas diversas, sobre física e até mesmo cinema. Respondeu cerca de 24 perguntas, quando Ulisses o chamou: "Tudo bem, já pode parar.", disse. Pedro não respondeu, só achou estranho, porque não teria que responder o restante. Ulisses ia anotando as respostas na mão e então, quando tudo ficou pronto, a sequência começou a ser recitada em voz alta, de maneira clara e simples. "E... B... C... A...", ia dizendo Ulisses.

Quando Ulisses chegou aproximadamente na vigésima questão, ouviu-se um baque. A porta começava a se abrir: cerca de 10 pessoas apareceram no setor paralelo, todas de preto com faixas vermelhas no braço; as mesmas que Pedro vira na rodoviária. Pedro ficou entusiasmado, ainda não sabia como foi que as respostas dele conseguiram abrir a porta, mas não interessava. Pedro queria saber de tudo.

As noções de tempo e espaço começaram a se perder. A velocidade com que deslocavam-se era surpreendente, mas Pedro não sabia medir. Olhava pela janelinha do 'submarino' e via montanhas rochosas imensas passarem rapidamente ao seu lado, de maneira hostil.

Os homens, encapuzados, levaram Pedro à um tipo de quarto, sem falar nada, mesmo com Pedro insistindo muito. Apesar da falta de educação, hora nenhuma os homens seguraram ou obrigaram Pedro à alguma coisa. Mesmo parando e dizendo que não seguiria em frente se não ouvisse a voz dos homens, eles nada faziam. Eram completamente disciplinados ao seu serviço.

O quarto era pequeno, mas interessante. Tinha 2 janelinhas que davam a vista para o tentáculo da energia e outra para um, que, segundo Pedro, "devia ser do comando". A cama era, de certo modo, um pouco pequena. Mas que com certeza o satisfaria pois contava com uma tecnologia diferente, que Pedro certamente desconhecia. O quarto, ainda, contava com um computador, ultra pequeno, e ainda um banheiro e uma TV, ligada às câmeras dos corredores do 'submarino', o qual Pedro chamou de "Grand Revolution Five", em menção à sigla GR5, que o salvara.

Os homens então, falaram. "Você não deve sair até segunda ordem.", falou o primeiro. "We are watching you", disse o segundo. Pedro logo percebeu que haviam estrangeiros à bordo. Restava a Pedro, pensar e fuçar nos equipamentos do quarto. No computador, Pedro não conseguia acessar nenhum arquivo, praticamente eles não existiam. A internet era estranha, ligava-se apenas a sites de notícia e de entretenimento que não exigiam cadastro ou qualquer tipo de identificação. A TV era pequena e só mostrava as câmeras dos corredores, Pedro mudava os canais, e as câmeras mudavam. Ele via a movimentação intensa dos 'homens de preto' nos corredores. Porém, não era capaz de escutar nada.

O tempo foi passando e Pedro foi ficando cada vez mais ansioso. Será que passaria o tempo todo de viagem ali, naquele quarto, sem contato com ninguém? Onde estaria Ulisses, que tanto o ajudou nos primeiros - e difíceis - momentos? As dúvidas eram cortantes, como sempre. O sono, no entando, era anestésico e necessário. Pedro então adormeceu, e as horas se passavam, assim como os continentes...

*Continua no próximo post*

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Decisão

A artimanha era clara, objetiva. Porém, Pedro não sabia quando ocorreria mais previsões, era muito  surpreendente. Tinha que dizer isso a Ulisses, entretanto, não sabia se podia confiar mais nele. Poderia ser um representante do Bisus disfarçado. "Mas se fosse, não teria lógica me soltarem na praia, me soltaram para encontrar Ulisses, só pode ter sido isso...", pensava Pedro.


A questão agora era: confiar ou não? Pedro tinha suas dúvidas, mas o que lhe restava a não ser confiar?
Decidiu confiar, e não fugir, como Ulisses pedira na previsão.


Pedro se encontrava na frente da janela de seu quarto. Ele tinha que repetir tudo o que ocorrera para que tudo continuasse normalmente. Ele tinha de pular.


O medo tomou conta do corpo de Pedro, a adrenalina parecia desfalcar seus dentes como se fossem martelos de ouro. "Tem que ser agora!", insinuava Pedro. E então, um sentimento estranho e uma vontade de pular imensa tomaram conta do seu corpo, parecia que Pedro não era dono da sua "caixa de carne".


Saltou da janela, viu o chão se aproximando cada vez mais rápido...

Nada. Foi o que aconteceu: Nada. Pedro pulou, mas continuou lá em cima. Parado. Pulou de novo. O chão agora era um imenso quadrante de uma quadra de tênis, ele se sentia como uma bola. Continuou no apartamento. Pedro ria, ria, não cansava de rir. Pegou a toalha, amarrou na janela e enforcou-se. Pedro ficava cada vez mais vermelho. Desesperou-se, começava a se debater como nunca. Será que iria morrer agora? Será que eram imaginações na janela do apartamento? 



Foi quando Ulisses entrou correndo pelo quarto. Desamarrou-o. Enérgico e assustado falou: "Ouviram alguém se debatendo aqui nesse quarto! Não sei como foram ouvir, Pedro, esse quarto é muito longe!" "Pelo amor de Deus, você queria se matar?". Pedro contou tudo a Ulisses. Sabia que era uma pessoa confiável, mas não sabia porquê.


"Calma, cara", disse Ulisses. "Você deve ter ficado transtornado por não ter passado todas as folhas do bloco e deve estar imaginando que ele te manda códigos... Quando você passava todas as folhas o que acontecia?"

"Eu ficava feliz cara, só isso. Era como se fosse uma droga pra mim... Não sei o que me deu para esquecer dele aquele dia...", lamentava Pedro."Enfim, ele me provoca. Eu lembro que quando eu dormia, sonhava com ele... Já queria que chegasse o outro dia para poder ficar perto, estranho né?" "Era como se o bloco me controlasse..."

"Era um vício. Porra, cara, nunca vi ninguém falar sobre isso...", sussurrava Ulisses. "Mas cara, o que fez aqueles caras te buscarem numa rodoviária em São José dos Campos e te trazer aqui, em Vitória?"

"Definitivamente, não sei. Eu estou perdido, cara. Não tenho pra onde ir, estou sem dinheiro, sem roupas... Eu estou ferrado, cara." sofria Pedro.

"Fica tranqüilo." disse Ulisses.

E então Pedro viu Ulisses discar o telefone do quarto, alguém atendeu.

"Fala, Ferdinando. Beleza?" (...) "Deixa eu te falar, vou tirar semana que vem de folga... Tô querendo dar uns passeios pelo Rio. Ajeita lá os papéis pra mim. Vou buscar aí amanhã de manhã, certo?" (...) "Então beleza, Ferdinando, até mais cara." despediu Ulisses.

Pedro não acreditava no que estava vendo, só podia ser papel do destino.

"Eu tinha que ter certeza que seria você", surpreendeu Ulisses. "Eu mandei o GR5 te pegar lá em Campo Grande, ninguém sabe disso, nem minha mãe."

"O QUÊ? VOCÊ QUE ME TROUXE AQUI?" gritava Pedro.

"Fale baixo, estão te procurando o tempo todo. Eu estou do seu lado, cara. O GR5 sempre esteve do lado dos acodi's. Estamos te salvando." sussurrou Ulisses, dessa vez mais baixo do que anteriormente.

Pedro corou. Não sabia o que dizer... Ele simplesmente era um tal de 'acodi' que estava sendo protegido por um grupo chamado GR5... "Deve ser mais um sonho", pensou.

"A partir de agora, Pedro, você é visado pelo mundo inteiro. Você tem uma capacidade incrível, que ainda desconhece. Milhões de pessoas são sujeitas a esse teste do bloco, apenas algumas são escolhidas por apresentarem o DNA necessário. Nós, do GR5, o protegeremos de um grupo chamado Bisus, eles têm como objetivo usar os indivíduos portadores do gene 237-X para construção de armas biológicas mentais, para a sua surpresa, essas armas podem matar pela TV, pela INTERNET, ou até mesmo pelo rádio. Mensagens subliminares podem matar pessoas, e o que os Bisus precisam, está dentro de você cara." disse Ulisses.

Pedro não falava. Olhava sem precedentes para a porta, esperando a qualquer momento algum homem entrar e levá-lo, sem qualquer tipo de reação.

"Mas parece que você é diferente, Pedro. Até agora a GR5 teve contato com 12 acodi's, você aqui no Brasil, 3 nos EUA, 2 no Canadá, 5 na China, e até agora, 1 na França. Você é o único que apresentou os sintomas tr4. Você consegue prever o futuro. Mas por enquanto, só eu sei disso. Esses sintomas já apareceram em um acodi há 50 anos, mas ele morreu de Insuficiência respiratória, devido a este mesmo vírus Influenza que circula hoje. Além de prever o futuro, você possui características comuns de todos os acodi's: lê códigos invisíveis." continuou Ulisses.

Pedro continuava calado, era um garoto 'de ouro'. Não sabia mais o que fazer, em quem confiar. Ulisses podia muito bem o estar enganando...

"Se por acaso você estiver previsto isto, por favor, não fuja." disse Ulisses.



Era tudo tão estranho. Se Pedro quisesse realmente fugir, não teria chegado a esta parte da conversa... Isso o intrigava. Resolveu perguntar.


"Por que me pediu para não fugir sendo que você mesmo faz seu presente e seu futuro? Não teria como eu prever a sua fala desse modo... Teria?" perguntou Pedro.


"É porque na minha cabeça, eu iria falar isso pra você, igual falei agora, e você previu isso... E nós, do GR5, fazemos isso, pensamos nesse tipo de fala, com todos os acodi's para sabermos se eles possuem essa sua qualidade de prever o futuro. Daí, quando eu te salvei do enforcamento, teoricamente, já veria que você decidiu não fugir, porém, tenho que completar todas as etapas do que pensei, para que crie uma identidade lógica das suas previsões. Ensinamentos essenciais do GR1, grande grupo."


"Pois não fugi, estou aqui, com você"."Fiz tudo como devia ser feito, caramba, não sei como isso dá certo..." disse Pedro.


"Muito Obrigado, Pedro" disse Ulisses. "O levaremos amanhã de manhã para a base de Montreal, no Canadá. Por enquanto, o lugar mais seguro do momento. Vou comprar mantimentos e roupas para você e trago aqui até o fim do dia. Preciso que fique calmo, vocês, acodi's, estão completamente seguros nos lugares em que estão. Este hotel tem mais componentes do GR5 espalhados e escondidos nos quartos. Caso ocorra alguma situação emergencial fique onde está. E por favor, não se enforque novamente, a não ser que prevista algo que necessite disso."


"Por que comigo?" lamentou Pedro.


"Grandes poderes necessitam de grandes indivíduos, Pedro, você é o cara para isso." contrariava Ulisses. "Te vejo à meia noite. Fique bem." 


Ulisses saiu muito calmo, aliás, a tranqüilidade daquele indivíduo irritava Pedro. No entanto, sabia intermitentemente que poderia confiar no tal guerreiro Grego.  


Restava a Pedro esperar. Meia noite Ulisses chegaria com mantimentos e roupas para o frio do Canadá. Pedro encarava toda a situação como um pacote de férias, o perigo da viagem nunca passou pela sua cabeça nas 6 horas esperando Ulisses.


Dormiu. Acordou com batidas na porta, era Ulisses. Assim como prometido, eram 00:02. Pedro acordou lentamente e foi observar o que tinha nas sacolas.


"Está tudo aí, Pedro, comida enlatada, bolachas, água e frutas. De roupas, trouxe jeans, blusas de frio, casacos, gorros, luvas, meias e alguns tênis, para você usar, tudo deve estar na medida. O Júlio me ajudou nisso, na entrada desse quarto coletamos seu sangue, sua altura, peso, e fizemos uma análise primária do seu cérebro. Júlio é o responsável por essa parte, ele que instalou o sistema de coleta na sua porta. Tudo tinha que ser assim até sabermos da sua decisão final, de vir com a gente." disse Ulisses.


Pedro resolveu confiar, olhou uma sacola entreaberta com um pacote de bolacha, abriu-a e ofereceu uma a Ulisses, que não aceitou e logo foi se despedindo e dizendo que era para Pedro estar pronto as 7h da manhã do dia seguinte.


O sono veio de maneira instantânea. Parecia que Pedro estava começando a gostar daquilo tudo, mas não sabia o que lhe esperava...


*Continua no próximo post*






quinta-feira, 29 de outubro de 2009

A verdade

"Calma, cara", disse Ulisses. "Você deve ter ficado transtornado por não ter passado todas as folhas do bloco e deve estar imaginando que ele te manda códigos... Quando você passava todas as folhas o que acontecia?"

"Eu ficava feliz cara, só isso. Era como se fosse uma droga pra mim... Não sei o que me deu para esquecer dele aquele dia...", lamentava Pedro."Enfim, ele me provoca. Eu lembro que quando eu dormia, sonhava com ele... Já queria que chegasse o outro dia para poder ficar perto, estranho né?" "Era como se o bloco me controlasse..."

"Era um vício. Porra, cara, nunca vi ninguém falar sobre isso...", sussurrava Ulisses. "Mas cara, o que fez aqueles caras te buscarem numa rodoviária em Campo Grande e te trazer aqui, em Vitória?"

"Definitivamente, não sei. Eu estou perdido, cara. Não tenho pra onde ir, estou sem dinheiro, sem roupas... Eu estou ferrado, cara." sofria Pedro.

"Fica tranqüilo." disse Ulisses.

E então Pedro viu Ulisses discar o telefone do quarto, alguém atendeu.

"Fala, Ferdinando. Beleza?" (...) "Deixa eu te falar, vou tirar semana que vem de folga... Tô querendo dar uns passeios pelo Rio. Ajeita lá os papéis pra mim. Vou buscar aí amanhã de manhã, certo?" (...) "Então beleza, Ferdinando, até mais cara." despediu Ulisses.

Pedro não acreditava no que estava vendo, só podia ser papel do destino.

"Eu tinha que ter certeza que seria você", surpreendeu Ulisses. "Eu mandei o GR5 te pegar lá em Campo Grande, ninguém sabe disso, nem minha mãe."

"O QUÊ? VOCÊ QUE ME TROUXE AQUI?" gritava Pedro.

"Fale baixo, estão te procurando o tempo todo. Eu estou do seu lado, cara. O GR5 sempre esteve do lado dos acodi's. Estamos te salvando." sussurrou Ulisses, dessa vez mais baixo do que anteriormente.

Pedro corou. Não sabia o que dizer... Ele simplesmente era um tal de 'acodi' que estava sendo protegido por um grupo chamado GR5... "Deve ser mais um sonho", pensou.

"A partir de agora, Pedro, você é visado pelo mundo inteiro. Você tem uma capacidade incrível, que ainda desconhece. Milhões de pessoas são sujeitas a esse teste do bloco, apenas algumas são escolhidas por apresentarem o DNA necessário. Nós, do GR5, o protegeremos de um grupo chamado Bisus, eles têm como objetivo usar os indivíduos portadores do gene 237-X para construção de armas biológicas mentais, para a sua surpresa, essas armas podem matar pela TV, pela INTERNET, ou até mesmo pelo rádio. Mensagens subliminares podem matar pessoas, e o que os Bisus precisam, está dentro de você cara." disse Ulisses.

Pedro não falava. Olhava sem precedentes para a porta, esperando a qualquer momento algum homem entrar e levá-lo, sem qualquer tipo de reação.

"Mas parece que você é diferente, Pedro. Até agora a GR5 teve contato com 12 acodi's, você aqui no Brasil, 3 nos EUA, 2 no Canadá, 5 na China, e até agora, 1 na França. Você é o único que apresentou os sintomas tr4. Você consegue prever o futuro. Mas por enquanto, só eu sei disso. Esses sintomas já apareceram em um acodi há 50 anos, mas ele morreu de Insuficiência respiratória, devido a este mesmo vírus Influenza que circula hoje. Além de prever o futuro, você possui características comuns de todos os acodi's: lê códigos invisíveis." continuou Ulisses.

Pedro continuava calado, era um garoto 'de ouro'. Não sabia mais o que fazer, em quem confiar. Ulisses podia muito bem o estar enganando...

"Se por acaso você estiver previsto isto, por favor, não fuja." disse Ulisses.

Tudo escureceu.

*Continua no próximo post*

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Artimanhas sugestivas

O telefone toca.

Pedro pula da cama, se vira, olha, escuta. "Está ali". Atendeu.

**

Novamente, tudo escureceu. Parecia o efeito daquele gás que Pedro teve contato na rodoviária.

"Amarre-o", dizia o capitão de preto. Pedro agora estava confuso. Olhou para os lados, ventava muito. Ele voltara a rodoviária. O que era aquilo que tinha acontecido, Pedro não sabia. Agora ele sentia, estavam puxando-o para cima, direto ao helicóptero. Desesperado, Pedro imaginava o que poderia ter acontecido. Enquanto isso, ele viajava rapidamente pelos céus demasiadamente azuis do Brasil que tanto idolatrava.

O destino parecia estar chegando, os homens agora falavam mais do que o normal. Parecia um plano.
A noite chegava, e cada vez mais Pedro sentia-se louco. Deram-no uma barra de cereal. Sem hesitar, Pedro aceitou-a e a ingeriu depressa, sem rodeios. Sentia o pessoal de preto olhando mas não estava nem um pouco preocupado, estava com fome. O Sol apareceu ao Leste. Sentia um calor mormacento se aproximando, viu o mar. "Puta que pariu, pra onde foram me levar!". Tentou olhar para trás, viu um homem se mov...

Acordou na praia, assim como tinha "sonhado". Será que agora poderia fazer o que quisesse? Será que Pedro sonhou com o que iria acontecer? Se ele resolvesse fazer diferente o que aconteceria? Essas dúvidas eram estranhas. Pedro se sentia problemático, autista. Um emblema que não é normal. Uma pergunta estranha: Será que eu controlo meu futuro?

Necessariamente, do outro lado da rua, viu uma velhinha entrando no Hotel, justamente como tinha previsto. Pedro não hesitou, fez tudo como devia. Conseguiu o quarto, tomou banho, lavou as roupas...

Mas tinha alguma coisa estranha... "Por que aqueles caras me trouxeram aqui, em Vitória?", pensava Pedro.
Ele sabia que o telefone tocaria cedo, mas agora não sabia se ele conseguiria dormir, de tanta ansiedade devido ao telefonema maldito que não chegava. "Se eu não dormir, o telefone não toca", imaginava. "Tenho que dormir", pensou, e imediatamente pensamentos sobre FBI, Interpol e agências de inteligência do mundo todo vieram a sua cabeça, "Devem estar atrás de mim, com certeza", "Sei de alguma coisa que ninguém sabe, ou tenho alguma coisa que ninguém tem". Adormeceu.

O telefone toca.

Pedro pula da cama, se vira, olha, escuta. "Está ali". Atendeu.

Era Ulisses. Dizia que o café estava servido, e que se Pedro quisesse poderia tomar o café daquele dia no hotel mesmo. Pedro se sentiu demasiadamente aliviado, mas ainda assim pensativo. Desceu incrivelmente limpo, com roupas lavadas e bem postado. Tomou o café como se nunca tivesse comido antes.

Quando Pedro estava servido, resolveu falar com Ulisses. "E aí, cara, como está hoje?", perguntou Pedro. "A h cara, depende do ponto de vista, ultimamente eu tenho trabalhado até de madrugada...", respondeu Ulisses.
O helicóptero imediatamente veio a sua cabeça, resolveu perguntar. "Você trabalhou no dia que eu cheguei de madrugada?" "Sim, porque?" "Viu alguma coisa estranha na rua? Talvez aqueles ladrões passaram por aqui", mentiu Pedro. "Uhn... Escutei uns barulhos estranhos sim, como se houvesse um helicóptero pairando ali na praia! Deviam ser gases das gordas que resolvem correr aqui no nascer do sol!" ria Ulisses. Pedro se assustou. Parecia que não havia caído na real ainda. Havia mesmo um helicóptero que o soltara ali na praia. "Mas porque?", pensava Pedro. Nada o fazia acreditar. "Conspiração? ET's? EUA? Guerra?", era tudo tão distante...

Foi quando chegou um cliente. Ulisses imediatamente se voltou para o cliente. Era alto e muito branco, de terno e óculos escuros, estes que pareciam muito com que Pedro roubara na rodoviária mas que perdera quando foi abordado pelo pessoal de preto.

Pedro despediu-se de Ulisses e subiu ao quarto. Lá, usou caneta e papel para formular teorias de como ir embora, afinal, não sabia o que tinha de fazer. Imaginação era o que não faltava. Queria ligar para a polícia, para o governo estatal, para o município e denunciar tudo que passou. Assim seria salvo, pensava. Só que alguma coisa o fazia pensar de maneira diferente, alguma coisa o incomodava por dentro... Saltou da janela, viu o chão se aproximando cada vez mais rápido...

Nada. Foi o que aconteceu: Nada. Pedro pulou, mas continuou lá em cima. Parado. Pulou de novo. O chão agora era um imenso quadrante de uma quadra de tênis, ele se sentia como uma bola. Continuou no apartamento. Pedro ria, ria, não cansava de rir. Pegou a toalha, amarrou na janela e enforcou-se. Pedro ficava cada vez mais vermelho. Desesperou-se, começava a se debater como nunca. Será que iria morrer agora? Será que eram imaginações na janela do apartamento?

Foi quando Ulisses entrou correndo pelo quarto. Desamarrou-o. Enérgico e assustado falou: "Ouviram alguém se debatendo aqui nesse quarto! Não sei como foram ouvir, Pedro, esse quarto é muito longe!" "Pelo amor de Deus, você queria se matar?". Pedro contou tudo a Ulisses. Sabia que era uma pessoa confiável, mas não sabia porquê.

*Continua no próximo post*

sábado, 24 de outubro de 2009

Vitória-ES

Terminou de tomar o café e permaneceu sentado. Tudo rodava em sua mente, nada parecia tão vertiginoso antes. Ele imaginou que seria o café, porém, lembrou que não comia havia mais de 14 horas. Pediu um sanduíche de frango com creme à italiana.

Não havia tempo para comer, entretanto. Pedro não sabia o que faria nos próximos segundos. O tempo fechou.

Ouvia-se gritos por todos os lados, quando Pedro olhava para as pessoas via algo semelhante à blocos de notas com seus papéis voando para todos os lados, de maneira espantosa e interessante.  Não sabia o que estava acontecendo, seu nariz sangrou, o tempo estava muito seco.

Levantou rapidamente da cadeira. "Puta que pariu o que está acontecendo preciso sair daqui. PORRA!" Levou um chute nas costas de alguém ou algum bloco. Caiu, sua mala o protegera de impactos maiores.

Quando Pedro se virou para cima viu aproximadamente 10 homens em sua volta, todos encapuzados e armados até o pescoço. Olhava ao redor e não via ninguém, ventava muito dentro da rodoviária, mas Pedro não sabia explicar o porquê. 

Tudo parecia um pesadelo daqueles que tinha quando sua mãe sempre lhe contava histórias antes de dormir, há muito tempo. Pedro estava desesperado, mas ao mesmo tempo entusiasmado. O que será que fazia de Pedro um garoto tão importante nesses tempos? O que será que fez esses 10 homens evacuarem, por bem ou por mal, uma rodoviária de uma cidade tão grande dessas?

As dúvidas pareciam encarar Pedro com um ar de deboche. Parecia que Pedro já devia saber de tudo, ou, no mínimo, do motivo disso tudo. "O Bloco", pensou. "Alienado, Alienado!", gritava freneticamente em sua mente. "Ele nunca esteve em branco, eram códigos! Como nunca pensei nisso antes?!". Sua mente nunca esteve tão calma e pensativa, ele conseguiu pensar de maneira clara e objetiva, fazia tempo que isso não ocorria. "Eu fiz isso tudo sem pensar? Como isso aconteceu? Meu Deus", mas então lembrou que sua mente sempre entrava em conflito quando iria realizar alguma coisa, esse conflito era provocado pelos códigos que, quando lido por inteiro, os códigos não provocavam efeitos, mas quando lido parcialmente, os efeitos colaterais eram imensos: ordens pela metade que só seriam entendidas quando o código fosse lido completamente. Enquanto isso, os 10 homens permaneciam em pé, com um objetivo mais do que claro: capturar Pedro.

Ouviu-se um baque. O teto da rodoviária parecia quebrar, amassar, torcer, ranger como se nada fosse tão frágil. Viu a luz do dia como nunca. Estava mais claro do que uma folha em branco sendo atingida por raios de sol. Agora Pedro entendia a ventania, um helicóptero pairava sob o céu da rodoviária. Cordas saiam de suas portas, e então, começaram a amarrar Pedro.

Enquanto alguns amarravam Pedro, outros se preparavam pra subir e um homem, com uma faixa vermelha no  braço, em contraste com a roupa preta, direcionou um tubo para o nariz de Pedro e então, o fez desmaiar.

*

Pedro acordou em uma praia, com mar forte e quente. Levantou, não tinha ninguém encapuzado ou hostil com ele. Foi até a rua, entrou em um hotel, e perguntou: "Me desculpe, qual é a distância daqui à São Paulo?". "Mais de 1000 km, senhor", respondeu a senhora ao seu lado. Pedro olhou, viu que a senhora parecia muito calma e atraente. Resolveu perguntar mais, só que devia tomar cuidado para não parecer maluco.

"O que a senhora faz aqui?" "Tenho um filho que trabalha neste hotel, ele gosta que eu faço rosquinhas pra ele e estou aqui né, entregando elas." "Ah, entendi. Deixe eu te perguntar, tem como o filho da senhora me arrumar um quarto nesse hotel? O ônibus que eu estava foi seqüestrado e roubaram as malas de todo mundo,  e acabei por aparecer aqui, a polícia nem apareceu.", mentiu Pedro. "Eu vou falar com ele, você tem mais de 18 anos?" "Não, senhora, por isso peço a ajuda de seu filho. Preciso muito me abrigar, estou muito distante de casa" "Você tem dinheiro?" "Não senhora, perdi tudo durante a viagem, eles levaram tudo de mim".

Ela fez um sinal com a cabeça e os dois se dirigiram ao balcão do hotel. No balcão Pedro viu o noticiário: "Morrem 8 pessoas na UTI por falta de fiscalização da enfermaria, 13 carros são apreendidos na rodovia Rio-Vitória por apresentarem falta de inspeção, Estudos mostram que no Espírito Santo 30% são flamenguistas, Hoje é dia do eletricista, veja como parabenizar um pelo seu trabalho!"

Agora ele já sabia, estava em Vitória, no Espírito Santo. Agora sim tudo parecia não fazer sentido nenhum: tinha saído de casa por motivos irreconhecíveis, desmaiou e roubou um passageiro de uma caminhonete, tomou café em uma rodoviária e agora tinha acordado em uma praia no ES. Tudo isso devido as mensagens contidas naquele bloco. "E aí, cara, beleza?", cumprimentou Ulisses, filho da senhora. O nome escrito no crachá se referia a um antigo guerreiro troiano que Pedro lembrou, não sabia porque. "Tudo bem, na medida do possível. Sua mãe deve ter lhe contado o que ocorreu comigo né?" "Contou sim, posso te ajudar, cara. Mas preciso que seja discreto, vou te colocar em um quarto que ninguém usa direito, ele é meio escondido dos demais." "Você está me ajudando muito, muito mesmo".

Pedro subiu ao quarto, era o número 1142, no décimo primeiro andar. Ele ficava no fim do corredor a direita, perto de uma sala de jogos, era muito longe dos outros quartos. Entrou e tomou um banho daqueles, percebeu que só tinha uma roupa para usar. Resolveu lavá-las. Como o tempo estava quente, secariam em menos de 3 horas.

Pedro não podia ficar no hotel por tanto tempo. Não parava de pensar sobre o bloco e seus códigos subliminares que só ele conseguia ler, mas sem perceber. Imaginou que seria alvo de agências norte-americanas, Interpol, FBI, dentre outras. Adormeceu.

*Continua no próximo post*

terça-feira, 20 de outubro de 2009

O Ataque

Ele não sabia se o ataque daria certo. Ele estava justamente decidido e pronto para fazer o que fosse necessário para conseguir viajar, mas não sabia pra onde.

Pedro viu, quando chegou, um homem sentando no banco de passageiros de uma Hilux SW4, aqueles monstros, como ele mesmo dizia. Pensou que este seria um alvo complicado, pelas circunstâncias, porém era um alvo com garantia certeira de dinheiro. 

Pedro, enquanto caminhava até o homem, não parava de pensar: "Entro no banco de trás se não estiver aberto entro no banco do motorista dou uma gravata tapo a boca desmaiou pego dinheiro com calma com calma revisto tudo do carro consegui vou conseguir vou sim."

Este era o plano, na mente de Pedro, infalível. 

Chegou ao carro. Tentou abrir a porta de trás, estava aberto, o passageiro não veria o rosto dele, o espelho estava virado para o outro lado, ele então, deu a gravata e tapou a boca do homem ao mesmo tempo e assim o homem escureceu. Pedro revistou o passageiro e viu que tinha muito dinheiro, olhou no carro e achou um óculos de sol, um mapa de São Paulo e uma revista Veja do mês de Abril, o mês em que se encontrava. Levou tudo, com a naturalidade de um assassino.

Nunca mais farei isso, não posso não posso fazer será que me viram não sei vou me esconder tenho que esconder melhor não esconder preciso agir com naturalidade mas como consegui fazer isso não sei tenho que agir como agi melhor agir assim com calma com calma preciso me acalmar. Me dá um café, por favor.

Ele estava sentado em um café dentro da rodoviária, ninguém lá parecia se importar com ele. 

*Continua no próximo post*

sábado, 17 de outubro de 2009

O estranho foi que ninguém o impediu. Pensava nisso o tempo todo: "Será que deixaram eu ir porque me acham doido?".

Mas isso durou pouco, já sentia o que esperava. A viagem - até a rodoviária - foi cara. Teria que sair correndo do táxi, sem que reconheçam o seu rosto. Ele, então, já se preparava. Um moleton com capuz o escondia de certa forma, mas a claridade do dia o desnudava como se não tivesse roupas, ele teria de ser muito rápido. Foi quando o táxi parou.

Pedro não pensou duas vezes, pegou sua mala, e saiu, disparado. Ele ouvia os gritos do taxista furioso cada vez mais distante quando olhou para trás e viu que agora, estava sozinho. Até a rodoviária, pensou. E seguiu adiante, sem rodeios, decidido.

Quando chegou, assustou. Lembrou que tinha esquecido de pensar como faria para pegar um ônibus e seguir viagem, a viagem que seu bloco pedia a tanto tempo e que até então, não entendida.

A cabeça de Pedro fervilhava de dúvidas. Como conseguiria dinheiro? Como faria para entrar no ônibus sem autorização dos pais? Como se protegeria de assaltantes, que eram tão comuns, naquele lugar?

O que restou foi atacar.

*Continua no próximo post*

domingo, 4 de outubro de 2009

A estória de Pedro, um rapaz diferente.

Isso faz 30 anos.

     Pedro não sabia mais o que falar à aqueles que sempre lhe importunavam. Seu bloco de notas, sempre em branco, era motivo de dias, semanas, meses e até anos de revolta dos companheiros. Ele não entendia porque, mas sabia que era importante levar o bloquinho para todo lugar que fosse.
   - É Imprescindível, defendia.
     Certo dia, Pedro se viu olhando para o bloco em branco sem o ritual habitual (a passagem de todas as folhas). Ele havia traído o bloco, olhara sem passar todas as folhas como garantia de segurança. Ele, então, desesperou.
      Pedro não era mais o mesmo, no dia seguinte, faria 16 anos, mas estava diferente. Pensava mais do que falava e não chegava nem perto do antigo bloco "imprescindível".

   Sua família despertou-o:
- Surpresa! Feliz aniversário, Pedro! Parabéns pra você, nessa data... - Cantavam pais, irmãos, amigos, primos e tios.
- O QUE ESTÃO FAZENDO?, gritou.
- O que foi Pedro, hoje é seu aniversário! Vamos comemorar, venha! - Disse-lhe a mãe.
- Eu não vou, mãe, tenho algo a fazer.
     Ele, então, se vestiu depressa e pegou a mala pré-arrumada de baixo da cama: todos assustaram.



Saiu, e nunca mais voltou.



*Continua no próximo post*

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Dúvida

?????????????
Não queria ter dúvidas.
Elas machucam, olha só
como torturam a mente
de um Desconfiante.

Através dela faça.
Fuja. Corrrrra.
Faça de conta que não
gosta mais de alcaporras.

Face de foice, interrogação
aquela que permite por mais
que seja indesejável
uma dú..
?????????????????

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Distância

Agoraperto.
Além:                                          Longe                    demais.

Intransponível, Intocável
Incolor. Ah triste vida
que só me faz sentir dor

É incessante, ademais torturante
 é                          a                             lentidão
com que tudo ocorre
quando o amor não é cheiro
não é tato, contato.

É distância.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Afrodisíaco

Crê em habilidade, fertilidade
agilidade com facilidade
portanto,
não fale

Ouve angústia medo
de tudo mais cedo
sem querer, portanto
não fale

Use a natureza
como indicador
Afrodisíaco, portanto
viva

Imite o lindo
faça assim, pense lindo
jogue lindo, por tanto:
Feliz.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Imposição

Averiguar tudo, perceber vontades e desejos, gratificação.
Ativação do momento, atípico. Alçapão. 
Alimentar, fisiologia do pensamento.

Estranheza da espontâneidade
calor humano que não fale
e não divulgue a idade

Humanização imponente que reflete
o que ele sente
o que ela sente
o que você sente,
o que sente,
Sente.

Lobos aqueles que erram 
por meios tortuosos
não falham
agora, idosos.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Vale a pena pensar adiante?

Esperança. Futuro. Prosperidade. Ou nada disso?

Vivo pensando sobre o meu futuro. Sobre o que resta da minha vida.

É perigoso demais pensar muito nisso, os sintomas logo aparecem: ansiedade, insônia, falta de alegria, depressão.

É diferente sonhar... Pensar adiante, no futuro, não é sonhar. Sonhar é imaginar tudo o que lhe deixaria mais feliz.

Agora pensar RACIONALMENTE sobre o que podemos virar ou que faremos quando surgir na vida uma oportunidade ou quando deparamos com desastres familiares, amorosos, etc é uma maneira muito simples de ficar doido.

Isso é loucura. A vida sempre nos leva para os lados mais difíceis de passar, temos consciência disso e por isso raciocinar um futuro sempre é incoveniente, ainda mais quando quem pensa já teve experiências ruins e incomuns acerca da vida.

Momentos de euforia, paz, calma, explosão, intensidade, constância, influência são comuns em toda parte da vida. Mas nunca conseguimos imaginar apenas momentos bons seguidos uns dos outros. Culpa da complexidade da vida.

Será que chegou a hora de parar de pensar na frente? Será que devemos esquecer que existe o futuro e começar a viver como indivíduos que aproveitam cada dia como se fosse o último?

definitivamente, não.
Vivendo assim, não teríamos amores, não teríamos amizades, não teríamos emprego. Mas em contra partida teríamos FELICIDADE constante e facilmente adquirida, até que um dia as coisas aparentemente fúteis da vida comecem a fazer falta... Como respeitar ordens, ajudar amigos, ser ajudado por amigos, entender questões políticas, saber resolucionar problemas amorosos e familiares...
***
Amar de verdade não é só alegria, é tristeza. É ÓDIO, É RANCOR. Além de tudo é CONTRADIÇÃO.

Temos a falsa idéia de que amar é ser feliz e vice-versa. Mas pensando bem não é assim que acontece. As pessoas amam porque precisam amar, porque têm essa necessidade. É UMA IMPOSIÇÃO. E graças a essa imposição que somos tristes. Somos tristes porque somos ruins. Somos pessoas que precisam constamente mudar e mudar para se adequar cada vez mais as situações que nos ocorrem, buscando definitivamente a evolução e a ética que Jesus Cristo pregou, a mais de 2000 anos atrás.

Não me julguem, sou tudo isso que citei e mais um pouco.

Definitivamente, não encontrei meu caminho da vida. Espero encontrá-lo o mais rápido possível.

Abraços,


Raphael C Rosa.


quarta-feira, 17 de junho de 2009

É fácil, basta querermos.

Estratégia: é a definição de como recursos serão alocados para se atingir determinado objetivo. Usada originalmente na área militar, esta palavra hoje é bastante usada na área de negócios.

Por essa definição começo à reflexão de hoje.

Temos como princípio básico, como já falei, a evolução. Mas, para isso, usamos algum tipo de estratégia. Ela definirá meios para que o objetivo seja atingido. A estratégia tem várias utilizações, mas em seu princípio foi utilizada na área militar e hoje é bastante usada no meio comercial.

Então reflexemos: qual é a melhor estratégia para evoluir? Isso, evoluir. Em todos os sentidos.

Liberdade? Repressão? Conscientização? Ambientalização? ...
Todas essas estratégias tem seus defeitos e suas qualidades, mas qual a melhor? Será que ela existe?

Uma pergunta fácil: Quanto tempo é necessário para a evolução completa?

O tempo necessário é incessante. É infinito.

Então, qual o melhor meio para se avançar o máximo na linha da sustentabilidade, moralidade, inteligência, humildade, tecnologia, democratização, do respeito, etc?

Querem uma resposta simples?
O amor.


sábado, 2 de maio de 2009

Objetivo primário: a evolução.

A muito tempo atrás, quando eramos nômades, amorais, descivilizados e peludos não existiam regras. A diversidade da natureza nos oferecia tudo o que precisavamos e nossas necessidades não passavam das primárias (fome, sexo e necessidades fisiológicas).

A procriação se dava de maneira natural, não existia a união mútua entre casais. Eram simplesmente procriadores da raça humana... E assim tudo seguiu, natural. Tempos e tempos se passaram e inexplicavelmente eles - os nômades 'homo sapiens' -, se comparado as outras espécimes de humanos, foram os que viveram mais tempo no planeta. Até que, com uma genialidade incrível, a evolução se mostrou maldosa. As necessidades agora passavam das primárias, o homem queria - e até hoje quer - mais do que necessitava. Por que?

Essa explicação a seguir, ou melhor, hipótese de resposta, sugere algo que não necessariamente implica em ser verdadeira.

De acordo com o espiritismo, catolicismo, islamismo, judaísmo e etc, estamos aqui no mundo - planeta terra - com o intuito de evoluir, não só tecnologicamente, mas como espiritualmente (capacidades solidárias, por exemplo).
Há de se questionar o porquê do início da apropriação de terras, objetos, espaços e qualquer tipo de coisa. Antigamente, nada disso era necessário! As pessoas viviam, comiam, transavam e não estavam nem aí pro resto. Então, inexplicavelmente, surge um mísero humano, com um intuito instrospectivo maldoso e entende que aquele pedaço de terra onde vivia era dele, e ninguém podia entrar, ou passar lá. Mais pra frente, o mesmo homem entende que os objetos com que ele caça são dele e ele não pode deixar que ninguém os use! E a partir de então, as relações humanas sofriam modificações. Agora, quem possuía mais, era vangloriado.

O interessante desse ponto de vista é que se não fosse tudo isso, quais seriam os obstáculos para a evolução primária? Não é legal perceber que tudo isso pode ter acontecido para que o homem saiba reconhecer o seu erro e a partir de então, tem a tarefa de modificar - novamente - as relações humanas, nas quais o homem mata ele mesmo, de muitas maneiras?

É completamente plausível. Jesus veio à terra em um momento que se demarcava como estopim da crueldade humana. O governador da terra simplesmente encaminhou - e nesse sentido, pode ser encontrado vários caminhos - a humanidade para as mudanças necessárias. Sem ele, convenhamos, não seria nada possível. As guerras seriam piores, a relação humana seria pior, MUITO PIOR.

Cabe a nós, escravos do capitalismo, tentar o máximo para modificar alguns conceitos.
E segundo Guilherme Rosa, meu tio, um deles é sobre a família e a necessidade que temos hoje de se separar para conseguir o sucesso financeiro, o que é totalmente comum e praticado hoje em dia.

Mesmo que difícil, proponho a criação, a modificação e a formulação de conceitos novos, que visem a mudança das nossas relações humanas e sociais para atingir a evolução necessária!

Abraços e Beijos!
ps: Só pra deixar claro, o meu próximo post vai abordar um novo conceito que venho formulando.

sábado, 11 de abril de 2009

Aquela vontade

01:30 da manhã.

Tenho ouvido de tudo esses dias, não paro de imaginar situações difíceis que podem me ocorrer.
As vezes imagino que eu não esteja preparado pra uma mudança repentina, brusca e com certeza inesperada. 

O problema é esperar. Você consegue? 

Espere, espere e não pare de esperar. Isso! A mudança. Ela virá? Tem certeza?
Ou será que precisamos dar um empurrãozinho para que isso aconteça?
A mudança vem o tempo todo, agora ela pairou sobre mim e eu acabo de pensar no motivo pelo qual eu continuo escrevendo isso, sem parar.

Mudar!!! Ou não? 
O que será que é melhor?


Agora sim eu começo a escrever sobre o que eu realmente queria. 

A mudança em si.

Boa ou ruim? Necessária ou não? Útil ou ineficaz? ...

Tantas perguntas e nenhuma resposta.
Aliás, porquê não esperamos mais? Talvez a mudança nos encare.

MUDANÇA, palavra estranha não?
Significa tirar de um lugar e por no outro. Significa parar de fazer tais ações e começar a praticar outras, diferentes. 

Eu não paro de mudar. Quero mudar, acho necessário. Mas o impressionante é porquê alguns acham necessário e outros não. Será que mudar é opinião? Hábito? Educação?

Será que algum dia nos ensinaram a mudar? A fazer diferente do normal?
A complexa vida não nos mostra isso. A tradição da imutalidade nas famílias brasileiras persiste. 

A mudança, então, parte do princípio da criação. O ser, precisando de algo, cria, sem medo de consequências maiores. A mudança vem do interno, do sagaz, do introspectivo humano. 
Nem sempre também mudamos por que precisamos. Talvez mudemos com vontade de mudar! 
Mas isso é raro, a vontade de mudar é uma necessidade e precisamos dela. 
É incoerente ter vontade sem necessidade.

Outros sequer pensam na mudança, mas a utilizam o tempo todo, sem perceber. 
Digo utilizar porque literalmente a utilizamos. A mudança serve para contornar situações, fáceis ou difíceis. E a mente humana utiliza disto sem nos consultar. Interessante não?
Já se perguntou porque nenhum psicoanalísta perde o emprego? Será que é porque houveram tantas mudanças na perspectiva individual que as pessoas não param de trazer a eles situações diferentes do cérebo humano? 

É impossível conhecer alguém. A mudança não permite. Tenha vontade de conhecer, mas não conheça, será pior, só trará mais decepções.

Difícil segurar aquela vontade, mas pela segurança da nossa consciência tudo é válido.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Sinônimos do amor.

E aí galera!

Mais uma vez estou aqui digitando para te fazer pensar! Hehe

Hoje o tema é diferente, é sobre aquele nosso sentimento tão angustiante, metafórico e lindo. É sobre o amor.

Eu estava esses dias pensando, só pensando, o que seria de mim se eu não pudesse amar. É triste, só o ato de pensar já me deixou com calafrios, até porque amo muito algumas pessoas nessa minha vida que me dão a condição de fazer isso. Ademais, o que quero discutir é algo sobre sentimento e paixão (que é um sinônimo do amor).

A paixão como já se sabe, é algo passageiro, o amor não. A partir disso, pensemos... Aonde a paixão pode nos levar? E os nossos sentimentos? São reféns da paixão? E se a paixão virar amor? E se o amor virar paixão? ... (estão entendendo o porquê do nome do blog? Questione mais!)
Todas essas perguntas são respondidas cotidianamente pelo número inconsequente de divórcios e casamentos todos os dias... Consideremos que a razão não faça parte da resposta cotidiana dessas perguntas, a forma com que acontece todos os fatos diante de um relacionamento com certeza influi na origem de uma respostinha, que mais pra frente será um livro, ou até mesmo um poema. Está certo, mas então porque com tanta frequência? Os divórcios são resultados de transformações, nos nossos sentimentos. A grande pergunta é: Por que elas ocorrem? Vou deixar que você mesmo responda.

As transformações ocorrendo ou não, vão fazer parte da mudança de sentimentos... Imagine que alguém quer muito que você mude porque se sente mal com o seu jeito, vamos dizer como exemplo, tão banal de encarar a vida profissional e você não muda absolutamente nada. Tenha certeza que essa pessoa não será a mesma com você a partir deste dia, mesmo que não aparente isso. Nós todos precisamos nos adaptar, e mudar contínuamente! A paixão é tão flexível que não permite uma perpetualidade de funções e idéias, ou seja, a paixão é aquilo que te faz feliz no momento, mas não aquilo que te deixa feliz de qualquer maneira para sempre, como um amor paternal saudável. Assim, com a constante mudança, a paixão se tornará cada vez mais forte e então poderá semear algo mais importante. Quero que pensem sobre isso. Nunca, mas nunca você será feliz do jeito que você sempre quis ser, mesmo que tenha todos os instrumentos necessários, os acontecimentos te deixam cada vez mais sem alternativas. É aí que vem a mudança.

O amor só é adquirido depois que ocorrem uma série de mudanças! Aí sim podemos perceber o porquê dos divórcios e dos casamentos. Se não ocorrem mudanças, pode ser motivo de divórcio, se elas ocorrem, motivo para a união!

Depois de algum tempo mutável e inquieto o amor talvez aparecesse, assim como a paixão que existia desaparecesse!

O motivo disso tudo é simples: ninguém é perfeito pra ninguém.
Acho que essa frase resume tudo, se nós queremos o amor, vamos buscá-lo honestamente e sem descartar a personalidade! Pois é ela que determina o caráter, e a afinidade com as pessoas. Portanto não esqueçam de mudar, mas não mudem na raiz! A maioria das vezes a mudança é tão pequena e miserável que nós nem percebemos, mas quem convive muito tempo com a gente percebe. O importante é saber viver, apaixonar e deixar com que o amor te encontre e encaminhe a sua vida!

Abraços e Beijos!

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Sem preconceito!


Olá pessoal! Quero lhes dizer primeiramente que minha primeira publicação em algum tipo de motor de comunicação como o blog foi há alguns minutos, isso mesmo, então não sejam tão impacientes! Venho aqui me apresentar e me canditadar a ser um dos caras que botam você pra pensar todos os dias que acorda e não se sente bem, ou acorda e se sente muito bem.
Eu sou aquele que busca a felicidade extrema como qualquer outro! Aquele que visa acabar com todos os problemas da sociedade... Em alguns minutos posso dizer meus desejos, mas o que é mesmo difícil é mostrar a nossa série de defeitos, e para começar, hoje, mostrarei um dos defeitos mais comuns de toda a sociedade Mundo.
O PRECONCEITO. É dele que estamos falando! Notou a foto acima? Notou o motivo dela estar dividida em 5 partes? Então, sei que vão me perguntar o porque do macaco na foto, mas deixo essa resposta para mais além.
Então, para começar, quero lhes dizer que eles, são eu! Isso mesmo! Me transformei em afro, em asiático do lest e oeste, em macaco e em um velhinho idoso e branco. Mas o que isso tem de mais? Tudo.
Imagine, apenas imagine, você com todas as suas qualidades (boas ou ruins) sendo transformado em alguém de outra etnia, o preconceito existiria? Você seria capaz de ter preconceito com você mesmo? Seria capaz de cometer injustíças com você mesmo? Afinal, é claro que seria! Quem não seria?
E é por isso que tive a ideia (ou idéia - as novas regras de português me deixam irritado) de vir aqui e começar a digitar esse tanto de coisa pra vocês lerem.
O que nos levaria a nos rejeitar? Essa sim é uma pergunta complexa, muitas vezes não pode ser respondida, pois há pessoas que não se rejeitam (o caso da dupla personalidade) e também há pessoas que adoram (ou adoravam) se rejeitar (suicidas, por exemplo). Bom, agora a conversa começa a ficar boa. Já pensou alguma vez que tudo que você fez na sua vida não foi do jeito que você queria, e que em alguns aspectos o modo como você a levou te deixou totalmente irritado e com aquela vontade inimaginável de voltar no tempo? Então, isso sim é preconceito, ele vai além de etnias, além de xingamentos, além da desigualdade social. Ele - o preconceito - é fruto dos nossos desapontamentos, fruto das nossas vontades utópicas, fruto da emoção!
Por que a necessidade de se lamentar se tudo já passou? Pelo simples fato de que você mesmo não se aceitou, você mesmo se rejeitou, ou seja, VOCÊ MESMO NÃO SE CONHECE (então, existe um pré-conceito sobre você!). É claro que é normal que cometamos erros em 'nível de exportação' e também é claro que nos arrependemos por eles, mas por que estes erros são tão frequentes? Por que sempre insistimos em errar? Simples, o erro vem de cada um, ninguém disse que aquilo que você fez foi errado, você mesmo implica que é! Me desculpem por enrolar tanto, mas é pra que entendam o final da mensagem... Ah, tinha que falar sobre o macaco, mas acho que já entenderam o porque dele estar ali... Ele representa a nossa imagem desevoluida! Ou seja, passou o tempo, temos Iphones, Notebooks, Computadores de última geração e ainda o PRECONCEITO! Com nós mesmos, com todos, seja por qualquer motivo!

Afinal, quando é que reconheceremos que tudo isso é inútil, e que é necessário criar, inovar para mudar?

Começemos pelos esteriótipos, quem os criou? Quem os alimenta? Isso não tenho dúvida que sabem que somos nós! Eles é que determinam quando, como, e porque você teve de errar e também porque se lamenta! É tão implícito que muitas vezes passa despercebido. Vou concluir.

Portanto galera, pensem bem, o que a mudança implica? Imagine que a partir de hoje você não seja mais aquela pessoa que faz de tudo para seguir a ordem das coisas e não divergir da sociedade e sim aquela que busca mudar a cada dia e acima de tudo procurar entender o porque do preconceito (que as vezes se confude com inveja) que praticamos. Isso seria interessante, não seria? Você com certeza faria muita gente pensar, pois você mudou, e muita gente não acreditava nisso... Quero que entendam que não precisamos nos lamentar para mudar, não precisamos do pior, do que machuca para poder nos transformar!

MUDE, CRIE, FACILITE, SEJA FELIZ!