quinta-feira, 29 de outubro de 2009

A verdade

"Calma, cara", disse Ulisses. "Você deve ter ficado transtornado por não ter passado todas as folhas do bloco e deve estar imaginando que ele te manda códigos... Quando você passava todas as folhas o que acontecia?"

"Eu ficava feliz cara, só isso. Era como se fosse uma droga pra mim... Não sei o que me deu para esquecer dele aquele dia...", lamentava Pedro."Enfim, ele me provoca. Eu lembro que quando eu dormia, sonhava com ele... Já queria que chegasse o outro dia para poder ficar perto, estranho né?" "Era como se o bloco me controlasse..."

"Era um vício. Porra, cara, nunca vi ninguém falar sobre isso...", sussurrava Ulisses. "Mas cara, o que fez aqueles caras te buscarem numa rodoviária em Campo Grande e te trazer aqui, em Vitória?"

"Definitivamente, não sei. Eu estou perdido, cara. Não tenho pra onde ir, estou sem dinheiro, sem roupas... Eu estou ferrado, cara." sofria Pedro.

"Fica tranqüilo." disse Ulisses.

E então Pedro viu Ulisses discar o telefone do quarto, alguém atendeu.

"Fala, Ferdinando. Beleza?" (...) "Deixa eu te falar, vou tirar semana que vem de folga... Tô querendo dar uns passeios pelo Rio. Ajeita lá os papéis pra mim. Vou buscar aí amanhã de manhã, certo?" (...) "Então beleza, Ferdinando, até mais cara." despediu Ulisses.

Pedro não acreditava no que estava vendo, só podia ser papel do destino.

"Eu tinha que ter certeza que seria você", surpreendeu Ulisses. "Eu mandei o GR5 te pegar lá em Campo Grande, ninguém sabe disso, nem minha mãe."

"O QUÊ? VOCÊ QUE ME TROUXE AQUI?" gritava Pedro.

"Fale baixo, estão te procurando o tempo todo. Eu estou do seu lado, cara. O GR5 sempre esteve do lado dos acodi's. Estamos te salvando." sussurrou Ulisses, dessa vez mais baixo do que anteriormente.

Pedro corou. Não sabia o que dizer... Ele simplesmente era um tal de 'acodi' que estava sendo protegido por um grupo chamado GR5... "Deve ser mais um sonho", pensou.

"A partir de agora, Pedro, você é visado pelo mundo inteiro. Você tem uma capacidade incrível, que ainda desconhece. Milhões de pessoas são sujeitas a esse teste do bloco, apenas algumas são escolhidas por apresentarem o DNA necessário. Nós, do GR5, o protegeremos de um grupo chamado Bisus, eles têm como objetivo usar os indivíduos portadores do gene 237-X para construção de armas biológicas mentais, para a sua surpresa, essas armas podem matar pela TV, pela INTERNET, ou até mesmo pelo rádio. Mensagens subliminares podem matar pessoas, e o que os Bisus precisam, está dentro de você cara." disse Ulisses.

Pedro não falava. Olhava sem precedentes para a porta, esperando a qualquer momento algum homem entrar e levá-lo, sem qualquer tipo de reação.

"Mas parece que você é diferente, Pedro. Até agora a GR5 teve contato com 12 acodi's, você aqui no Brasil, 3 nos EUA, 2 no Canadá, 5 na China, e até agora, 1 na França. Você é o único que apresentou os sintomas tr4. Você consegue prever o futuro. Mas por enquanto, só eu sei disso. Esses sintomas já apareceram em um acodi há 50 anos, mas ele morreu de Insuficiência respiratória, devido a este mesmo vírus Influenza que circula hoje. Além de prever o futuro, você possui características comuns de todos os acodi's: lê códigos invisíveis." continuou Ulisses.

Pedro continuava calado, era um garoto 'de ouro'. Não sabia mais o que fazer, em quem confiar. Ulisses podia muito bem o estar enganando...

"Se por acaso você estiver previsto isto, por favor, não fuja." disse Ulisses.

Tudo escureceu.

*Continua no próximo post*

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Artimanhas sugestivas

O telefone toca.

Pedro pula da cama, se vira, olha, escuta. "Está ali". Atendeu.

**

Novamente, tudo escureceu. Parecia o efeito daquele gás que Pedro teve contato na rodoviária.

"Amarre-o", dizia o capitão de preto. Pedro agora estava confuso. Olhou para os lados, ventava muito. Ele voltara a rodoviária. O que era aquilo que tinha acontecido, Pedro não sabia. Agora ele sentia, estavam puxando-o para cima, direto ao helicóptero. Desesperado, Pedro imaginava o que poderia ter acontecido. Enquanto isso, ele viajava rapidamente pelos céus demasiadamente azuis do Brasil que tanto idolatrava.

O destino parecia estar chegando, os homens agora falavam mais do que o normal. Parecia um plano.
A noite chegava, e cada vez mais Pedro sentia-se louco. Deram-no uma barra de cereal. Sem hesitar, Pedro aceitou-a e a ingeriu depressa, sem rodeios. Sentia o pessoal de preto olhando mas não estava nem um pouco preocupado, estava com fome. O Sol apareceu ao Leste. Sentia um calor mormacento se aproximando, viu o mar. "Puta que pariu, pra onde foram me levar!". Tentou olhar para trás, viu um homem se mov...

Acordou na praia, assim como tinha "sonhado". Será que agora poderia fazer o que quisesse? Será que Pedro sonhou com o que iria acontecer? Se ele resolvesse fazer diferente o que aconteceria? Essas dúvidas eram estranhas. Pedro se sentia problemático, autista. Um emblema que não é normal. Uma pergunta estranha: Será que eu controlo meu futuro?

Necessariamente, do outro lado da rua, viu uma velhinha entrando no Hotel, justamente como tinha previsto. Pedro não hesitou, fez tudo como devia. Conseguiu o quarto, tomou banho, lavou as roupas...

Mas tinha alguma coisa estranha... "Por que aqueles caras me trouxeram aqui, em Vitória?", pensava Pedro.
Ele sabia que o telefone tocaria cedo, mas agora não sabia se ele conseguiria dormir, de tanta ansiedade devido ao telefonema maldito que não chegava. "Se eu não dormir, o telefone não toca", imaginava. "Tenho que dormir", pensou, e imediatamente pensamentos sobre FBI, Interpol e agências de inteligência do mundo todo vieram a sua cabeça, "Devem estar atrás de mim, com certeza", "Sei de alguma coisa que ninguém sabe, ou tenho alguma coisa que ninguém tem". Adormeceu.

O telefone toca.

Pedro pula da cama, se vira, olha, escuta. "Está ali". Atendeu.

Era Ulisses. Dizia que o café estava servido, e que se Pedro quisesse poderia tomar o café daquele dia no hotel mesmo. Pedro se sentiu demasiadamente aliviado, mas ainda assim pensativo. Desceu incrivelmente limpo, com roupas lavadas e bem postado. Tomou o café como se nunca tivesse comido antes.

Quando Pedro estava servido, resolveu falar com Ulisses. "E aí, cara, como está hoje?", perguntou Pedro. "A h cara, depende do ponto de vista, ultimamente eu tenho trabalhado até de madrugada...", respondeu Ulisses.
O helicóptero imediatamente veio a sua cabeça, resolveu perguntar. "Você trabalhou no dia que eu cheguei de madrugada?" "Sim, porque?" "Viu alguma coisa estranha na rua? Talvez aqueles ladrões passaram por aqui", mentiu Pedro. "Uhn... Escutei uns barulhos estranhos sim, como se houvesse um helicóptero pairando ali na praia! Deviam ser gases das gordas que resolvem correr aqui no nascer do sol!" ria Ulisses. Pedro se assustou. Parecia que não havia caído na real ainda. Havia mesmo um helicóptero que o soltara ali na praia. "Mas porque?", pensava Pedro. Nada o fazia acreditar. "Conspiração? ET's? EUA? Guerra?", era tudo tão distante...

Foi quando chegou um cliente. Ulisses imediatamente se voltou para o cliente. Era alto e muito branco, de terno e óculos escuros, estes que pareciam muito com que Pedro roubara na rodoviária mas que perdera quando foi abordado pelo pessoal de preto.

Pedro despediu-se de Ulisses e subiu ao quarto. Lá, usou caneta e papel para formular teorias de como ir embora, afinal, não sabia o que tinha de fazer. Imaginação era o que não faltava. Queria ligar para a polícia, para o governo estatal, para o município e denunciar tudo que passou. Assim seria salvo, pensava. Só que alguma coisa o fazia pensar de maneira diferente, alguma coisa o incomodava por dentro... Saltou da janela, viu o chão se aproximando cada vez mais rápido...

Nada. Foi o que aconteceu: Nada. Pedro pulou, mas continuou lá em cima. Parado. Pulou de novo. O chão agora era um imenso quadrante de uma quadra de tênis, ele se sentia como uma bola. Continuou no apartamento. Pedro ria, ria, não cansava de rir. Pegou a toalha, amarrou na janela e enforcou-se. Pedro ficava cada vez mais vermelho. Desesperou-se, começava a se debater como nunca. Será que iria morrer agora? Será que eram imaginações na janela do apartamento?

Foi quando Ulisses entrou correndo pelo quarto. Desamarrou-o. Enérgico e assustado falou: "Ouviram alguém se debatendo aqui nesse quarto! Não sei como foram ouvir, Pedro, esse quarto é muito longe!" "Pelo amor de Deus, você queria se matar?". Pedro contou tudo a Ulisses. Sabia que era uma pessoa confiável, mas não sabia porquê.

*Continua no próximo post*

sábado, 24 de outubro de 2009

Vitória-ES

Terminou de tomar o café e permaneceu sentado. Tudo rodava em sua mente, nada parecia tão vertiginoso antes. Ele imaginou que seria o café, porém, lembrou que não comia havia mais de 14 horas. Pediu um sanduíche de frango com creme à italiana.

Não havia tempo para comer, entretanto. Pedro não sabia o que faria nos próximos segundos. O tempo fechou.

Ouvia-se gritos por todos os lados, quando Pedro olhava para as pessoas via algo semelhante à blocos de notas com seus papéis voando para todos os lados, de maneira espantosa e interessante.  Não sabia o que estava acontecendo, seu nariz sangrou, o tempo estava muito seco.

Levantou rapidamente da cadeira. "Puta que pariu o que está acontecendo preciso sair daqui. PORRA!" Levou um chute nas costas de alguém ou algum bloco. Caiu, sua mala o protegera de impactos maiores.

Quando Pedro se virou para cima viu aproximadamente 10 homens em sua volta, todos encapuzados e armados até o pescoço. Olhava ao redor e não via ninguém, ventava muito dentro da rodoviária, mas Pedro não sabia explicar o porquê. 

Tudo parecia um pesadelo daqueles que tinha quando sua mãe sempre lhe contava histórias antes de dormir, há muito tempo. Pedro estava desesperado, mas ao mesmo tempo entusiasmado. O que será que fazia de Pedro um garoto tão importante nesses tempos? O que será que fez esses 10 homens evacuarem, por bem ou por mal, uma rodoviária de uma cidade tão grande dessas?

As dúvidas pareciam encarar Pedro com um ar de deboche. Parecia que Pedro já devia saber de tudo, ou, no mínimo, do motivo disso tudo. "O Bloco", pensou. "Alienado, Alienado!", gritava freneticamente em sua mente. "Ele nunca esteve em branco, eram códigos! Como nunca pensei nisso antes?!". Sua mente nunca esteve tão calma e pensativa, ele conseguiu pensar de maneira clara e objetiva, fazia tempo que isso não ocorria. "Eu fiz isso tudo sem pensar? Como isso aconteceu? Meu Deus", mas então lembrou que sua mente sempre entrava em conflito quando iria realizar alguma coisa, esse conflito era provocado pelos códigos que, quando lido por inteiro, os códigos não provocavam efeitos, mas quando lido parcialmente, os efeitos colaterais eram imensos: ordens pela metade que só seriam entendidas quando o código fosse lido completamente. Enquanto isso, os 10 homens permaneciam em pé, com um objetivo mais do que claro: capturar Pedro.

Ouviu-se um baque. O teto da rodoviária parecia quebrar, amassar, torcer, ranger como se nada fosse tão frágil. Viu a luz do dia como nunca. Estava mais claro do que uma folha em branco sendo atingida por raios de sol. Agora Pedro entendia a ventania, um helicóptero pairava sob o céu da rodoviária. Cordas saiam de suas portas, e então, começaram a amarrar Pedro.

Enquanto alguns amarravam Pedro, outros se preparavam pra subir e um homem, com uma faixa vermelha no  braço, em contraste com a roupa preta, direcionou um tubo para o nariz de Pedro e então, o fez desmaiar.

*

Pedro acordou em uma praia, com mar forte e quente. Levantou, não tinha ninguém encapuzado ou hostil com ele. Foi até a rua, entrou em um hotel, e perguntou: "Me desculpe, qual é a distância daqui à São Paulo?". "Mais de 1000 km, senhor", respondeu a senhora ao seu lado. Pedro olhou, viu que a senhora parecia muito calma e atraente. Resolveu perguntar mais, só que devia tomar cuidado para não parecer maluco.

"O que a senhora faz aqui?" "Tenho um filho que trabalha neste hotel, ele gosta que eu faço rosquinhas pra ele e estou aqui né, entregando elas." "Ah, entendi. Deixe eu te perguntar, tem como o filho da senhora me arrumar um quarto nesse hotel? O ônibus que eu estava foi seqüestrado e roubaram as malas de todo mundo,  e acabei por aparecer aqui, a polícia nem apareceu.", mentiu Pedro. "Eu vou falar com ele, você tem mais de 18 anos?" "Não, senhora, por isso peço a ajuda de seu filho. Preciso muito me abrigar, estou muito distante de casa" "Você tem dinheiro?" "Não senhora, perdi tudo durante a viagem, eles levaram tudo de mim".

Ela fez um sinal com a cabeça e os dois se dirigiram ao balcão do hotel. No balcão Pedro viu o noticiário: "Morrem 8 pessoas na UTI por falta de fiscalização da enfermaria, 13 carros são apreendidos na rodovia Rio-Vitória por apresentarem falta de inspeção, Estudos mostram que no Espírito Santo 30% são flamenguistas, Hoje é dia do eletricista, veja como parabenizar um pelo seu trabalho!"

Agora ele já sabia, estava em Vitória, no Espírito Santo. Agora sim tudo parecia não fazer sentido nenhum: tinha saído de casa por motivos irreconhecíveis, desmaiou e roubou um passageiro de uma caminhonete, tomou café em uma rodoviária e agora tinha acordado em uma praia no ES. Tudo isso devido as mensagens contidas naquele bloco. "E aí, cara, beleza?", cumprimentou Ulisses, filho da senhora. O nome escrito no crachá se referia a um antigo guerreiro troiano que Pedro lembrou, não sabia porque. "Tudo bem, na medida do possível. Sua mãe deve ter lhe contado o que ocorreu comigo né?" "Contou sim, posso te ajudar, cara. Mas preciso que seja discreto, vou te colocar em um quarto que ninguém usa direito, ele é meio escondido dos demais." "Você está me ajudando muito, muito mesmo".

Pedro subiu ao quarto, era o número 1142, no décimo primeiro andar. Ele ficava no fim do corredor a direita, perto de uma sala de jogos, era muito longe dos outros quartos. Entrou e tomou um banho daqueles, percebeu que só tinha uma roupa para usar. Resolveu lavá-las. Como o tempo estava quente, secariam em menos de 3 horas.

Pedro não podia ficar no hotel por tanto tempo. Não parava de pensar sobre o bloco e seus códigos subliminares que só ele conseguia ler, mas sem perceber. Imaginou que seria alvo de agências norte-americanas, Interpol, FBI, dentre outras. Adormeceu.

*Continua no próximo post*

terça-feira, 20 de outubro de 2009

O Ataque

Ele não sabia se o ataque daria certo. Ele estava justamente decidido e pronto para fazer o que fosse necessário para conseguir viajar, mas não sabia pra onde.

Pedro viu, quando chegou, um homem sentando no banco de passageiros de uma Hilux SW4, aqueles monstros, como ele mesmo dizia. Pensou que este seria um alvo complicado, pelas circunstâncias, porém era um alvo com garantia certeira de dinheiro. 

Pedro, enquanto caminhava até o homem, não parava de pensar: "Entro no banco de trás se não estiver aberto entro no banco do motorista dou uma gravata tapo a boca desmaiou pego dinheiro com calma com calma revisto tudo do carro consegui vou conseguir vou sim."

Este era o plano, na mente de Pedro, infalível. 

Chegou ao carro. Tentou abrir a porta de trás, estava aberto, o passageiro não veria o rosto dele, o espelho estava virado para o outro lado, ele então, deu a gravata e tapou a boca do homem ao mesmo tempo e assim o homem escureceu. Pedro revistou o passageiro e viu que tinha muito dinheiro, olhou no carro e achou um óculos de sol, um mapa de São Paulo e uma revista Veja do mês de Abril, o mês em que se encontrava. Levou tudo, com a naturalidade de um assassino.

Nunca mais farei isso, não posso não posso fazer será que me viram não sei vou me esconder tenho que esconder melhor não esconder preciso agir com naturalidade mas como consegui fazer isso não sei tenho que agir como agi melhor agir assim com calma com calma preciso me acalmar. Me dá um café, por favor.

Ele estava sentado em um café dentro da rodoviária, ninguém lá parecia se importar com ele. 

*Continua no próximo post*

sábado, 17 de outubro de 2009

O estranho foi que ninguém o impediu. Pensava nisso o tempo todo: "Será que deixaram eu ir porque me acham doido?".

Mas isso durou pouco, já sentia o que esperava. A viagem - até a rodoviária - foi cara. Teria que sair correndo do táxi, sem que reconheçam o seu rosto. Ele, então, já se preparava. Um moleton com capuz o escondia de certa forma, mas a claridade do dia o desnudava como se não tivesse roupas, ele teria de ser muito rápido. Foi quando o táxi parou.

Pedro não pensou duas vezes, pegou sua mala, e saiu, disparado. Ele ouvia os gritos do taxista furioso cada vez mais distante quando olhou para trás e viu que agora, estava sozinho. Até a rodoviária, pensou. E seguiu adiante, sem rodeios, decidido.

Quando chegou, assustou. Lembrou que tinha esquecido de pensar como faria para pegar um ônibus e seguir viagem, a viagem que seu bloco pedia a tanto tempo e que até então, não entendida.

A cabeça de Pedro fervilhava de dúvidas. Como conseguiria dinheiro? Como faria para entrar no ônibus sem autorização dos pais? Como se protegeria de assaltantes, que eram tão comuns, naquele lugar?

O que restou foi atacar.

*Continua no próximo post*

domingo, 4 de outubro de 2009

A estória de Pedro, um rapaz diferente.

Isso faz 30 anos.

     Pedro não sabia mais o que falar à aqueles que sempre lhe importunavam. Seu bloco de notas, sempre em branco, era motivo de dias, semanas, meses e até anos de revolta dos companheiros. Ele não entendia porque, mas sabia que era importante levar o bloquinho para todo lugar que fosse.
   - É Imprescindível, defendia.
     Certo dia, Pedro se viu olhando para o bloco em branco sem o ritual habitual (a passagem de todas as folhas). Ele havia traído o bloco, olhara sem passar todas as folhas como garantia de segurança. Ele, então, desesperou.
      Pedro não era mais o mesmo, no dia seguinte, faria 16 anos, mas estava diferente. Pensava mais do que falava e não chegava nem perto do antigo bloco "imprescindível".

   Sua família despertou-o:
- Surpresa! Feliz aniversário, Pedro! Parabéns pra você, nessa data... - Cantavam pais, irmãos, amigos, primos e tios.
- O QUE ESTÃO FAZENDO?, gritou.
- O que foi Pedro, hoje é seu aniversário! Vamos comemorar, venha! - Disse-lhe a mãe.
- Eu não vou, mãe, tenho algo a fazer.
     Ele, então, se vestiu depressa e pegou a mala pré-arrumada de baixo da cama: todos assustaram.



Saiu, e nunca mais voltou.



*Continua no próximo post*

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Dúvida

?????????????
Não queria ter dúvidas.
Elas machucam, olha só
como torturam a mente
de um Desconfiante.

Através dela faça.
Fuja. Corrrrra.
Faça de conta que não
gosta mais de alcaporras.

Face de foice, interrogação
aquela que permite por mais
que seja indesejável
uma dú..
?????????????????