Ouvia-se: "Atenção, preparar para choque iminente. Atenção, prepar...". Pedro acordou assustado com a mensagem, homens entraram no quarto e o puxaram até a cama, onde um envoltório estranho e transparente começava a envolvê-los.
Ele não tinha tempo para pensar. Tudo era tão rápido, tão agressivo...
Motivos não faltavam para haver um ataque ao GR5: existia um grupo correndo atrás dos acodi's; os Bisus.
Ele escutou vários homens gritando - alguns em russo, outros em inglês - uns com os outros tentando formular tentativas de escape, parecia tudo tão difícil, tão impossível...
Foi quando houve o impacto. O GR5 não suportara, suas 'pontas' cediam uma à uma, causando uma depressão de água em torno do móvel imenso. Água e mais água entravam cada vez mais intensamente no GR5 e o 'tentáculo' onde Pedro estava começava a ser destruído também. Ele não conseguia entender o que havia provocado o tão grande impacto que faria este magnífico submarino ceder a este ponto.
O envoltório em que estavam - Pedro e mais dois integrantes do GR5 - o protegiam de praticamente tudo. Contudo, Pedro via que os homens olhavam aflitos para os relógios em seus pulsos, parecia que uma hora a proteção se desfaria. Enquanto isso, a ponta que estavam acabava de ceder e eles acabavam de entrar no leito marinho, escuro e desértico, protegidos apenas pelo estranho envoltório.
A cada momento que passava, Pedro se via mais perdido: passava-se e o tempo e nada de melhor acontecia.
Milhares de pontos luminosos apareceram diante dos olhos de Pedro, os homens ao seu lado, então, começaram a tirar de suas roupas equipamentos estranhos, parecidos com bugigangas de lojas de 1,00 real.
Os homens, então, iniciaram um tipo de...
***
Pedro se encontrava na porta de seu quarto no GR5. Via os homens que o deixaram ali indo embora, rumo à outra repartição. Na hora, gritou: "ESPEREM, ESPEREM!".
Os homens nada fizeram, continuaram caminhando. Pedro, então, apelou: "EU PREVI ALGUMA COISA! ESTAMOS CORRENDO PERIGO, VAMOS SER ATACADOS, OU ALGO DESSE TIPO!!! POR FAVOR ME ESCUTEM!"
Funcionou. Ulisses, em menos de 2 minutos, aparecera em sua porta. Pedro o louvou, nada era tão confortante. E então, ele contou à Ulisses o que vira. Imediatamente, Ulisses deu ordens em algum idioma desconhecido para os homens na sua retaguarda. Pedro sentiu o GR5 se mover em outro sentido.
Pedro salvara grande parte dos homens que estavam dentro daquele submarino gigantesco. Suas previsões eram bastante úteis. Menos para Ulisses: "Por que você fez isso, Pedro? Por que nos contou?". "Eu vi, eu iria morrer se ficasse caladinho esperando tudo acontecer!", retrucou Pedro. "Devo lhe dizer que corremos mais perigo agora do que antes.", falou Ulisses, em um tom muito calmo. "É claro que sua previsão nos salvou, e é mais do que certo que desviaremos daquela direção, mais preciso que entenda que suas previsões dão na cara de que está aqui. Nós temos vários destes aqui, Pedro. Nossos integrantes, em número, podem ser maiores que o Maracanã lotado em dia de clássico. Você deve saber, Pedro, que sua previsão acaba de dizer aos Bisus que você está conosco, que a arma mais importante do mundo, até agora, pertence aos GR5. Eles sempre dão ataques deste tipo, desses como mencionou na previsão. Gente nossa morre toda hora. Você ia ser salvo. Porém, não tenho a capacidade humana de esperar a morte. Por causa disso, tivemos de desviar a rota. Vamos à Índia." replicou.
"Não sabia que seria tão simples. Pensei que um ataque daquela maneira seria uma emboscada terrível. Mas tudo bem. Mas me diga, devo ou não lhes dizer as minhas previsões?" perguntou Pedro. "Faça o que o seu coração mandar, cara. Devemos fazer isso sempre. Mas fique tranqüilo, você estará a salvo em menos de 20 horas." disse Ulisses.
A viagem seguiu em frente. Tudo estava normal como antes e Pedro cada vez mais curioso para conhecer os outros acodi's e ver toda a estrutura de proteção que revestia o imenso grupo dos GR5. Mas enquanto isso, tinha de esperar 20 longas horas até atracar na Índia.
***
O sono de Pedro estava estranho, ele dormia mas não descansava como devia. A maioria das horas que estavam à deriva foram gastas com sonecas. Ele sempre quis dormir mais de 15 horas. O restante do tempo Pedro ficou navegando em sites na internet e ficou surpreso que nada sobre o que acontecia em relação à ele e ao GR5 estava presente ali. Era tudo tão secreto que ele imaginou que muitos homens morriam por revelarem alguns segredos.
Vozes foram ecoando até o encontro ao quarto de Pedro. Ulisses estava ali, com mais 3 homens, todos de preto, como sempre. Eles, então, abriram a porta e identificaram-se. Pedro estava muito ansioso, nada seria tão emocionante, visitar a Índia como fugitivo de grupos assassinos que desejam o fim da humanidade.
Ulisses, então, disse: "Pedro, está na hora, cara, temos que ir. Vamos ao QG dos GR5 aqui na Índia, não é o maior, mas é um dos mais visitados.". "Lá tem comida, né? E a minha bagagem? Ah, falar nisso, por que você comprou aquilo tudo e não comi quase nada?" retrucou Pedro, bravo. "Calma, você verá por que." respondeu Ulisses. "Vamos."
Pedro não percebera que estava no subsolo, nem como tinha chegado ali, era muito misterioso como aquela 'nave' se movimentava. Haviam portas imensas justa-postas com o Grand Revolution Five, as portas se abriram e Pedro viu o que ele realmente não esperava. Um estacionamento gigante de um hotel. Apenas 3 homens e Ulisses acompanharam Pedro para fora do submarino. Ulisses, na frente, apontou o caminho. Chegaram em um carro cinza, bonito, que Pedro nunca vira antes na vida. Ulisses mandou todos entrarem e então, arrancou.
O destino parecia imprevisível. As ruas, lotadas de pessoas, hindus, comerciantes, se estreitavam cada vez mais. Ulisses, olhando para todo lado, o tempo todo, fez um sinal para o homen ao seu lado. Os dois tiveram a mesma ação: abaixaram-se. Um míssil muito veloz passou entre o teto do carro e os dois. Ulisses acelerou. O míssil havia batido com muita força em um prédio mediano e este desmoronou rapidamente. Pedro já se desesperava no banco de trás. Os dois homens ao seu lado pareciam muito calmos, porém, atentos.
Pedro imaginou que aquele carro devia ter alguma coisa, alguma tecnologia. Foi quando Ulisses disse: "Tivemos que pegar um carro normal por que se não descobririam-nos aqui, que merda. Mas fique tranqüilo, Pedro. Você ficará bem, temos alternativas. O QG está próximo... Rua 87, Moahsinn Khali, 30 graus a nordeste com cinco andares no subsolo, entrada sul. Estamos perto."
E o carro seguiu a todo vapor rumo ao endereço. Faltava saber como chegariam lá sem serem perseguidos...
*Continua no próximo post*
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