sábado, 17 de outubro de 2009

O estranho foi que ninguém o impediu. Pensava nisso o tempo todo: "Será que deixaram eu ir porque me acham doido?".

Mas isso durou pouco, já sentia o que esperava. A viagem - até a rodoviária - foi cara. Teria que sair correndo do táxi, sem que reconheçam o seu rosto. Ele, então, já se preparava. Um moleton com capuz o escondia de certa forma, mas a claridade do dia o desnudava como se não tivesse roupas, ele teria de ser muito rápido. Foi quando o táxi parou.

Pedro não pensou duas vezes, pegou sua mala, e saiu, disparado. Ele ouvia os gritos do taxista furioso cada vez mais distante quando olhou para trás e viu que agora, estava sozinho. Até a rodoviária, pensou. E seguiu adiante, sem rodeios, decidido.

Quando chegou, assustou. Lembrou que tinha esquecido de pensar como faria para pegar um ônibus e seguir viagem, a viagem que seu bloco pedia a tanto tempo e que até então, não entendida.

A cabeça de Pedro fervilhava de dúvidas. Como conseguiria dinheiro? Como faria para entrar no ônibus sem autorização dos pais? Como se protegeria de assaltantes, que eram tão comuns, naquele lugar?

O que restou foi atacar.

*Continua no próximo post*

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