terça-feira, 20 de outubro de 2009

O Ataque

Ele não sabia se o ataque daria certo. Ele estava justamente decidido e pronto para fazer o que fosse necessário para conseguir viajar, mas não sabia pra onde.

Pedro viu, quando chegou, um homem sentando no banco de passageiros de uma Hilux SW4, aqueles monstros, como ele mesmo dizia. Pensou que este seria um alvo complicado, pelas circunstâncias, porém era um alvo com garantia certeira de dinheiro. 

Pedro, enquanto caminhava até o homem, não parava de pensar: "Entro no banco de trás se não estiver aberto entro no banco do motorista dou uma gravata tapo a boca desmaiou pego dinheiro com calma com calma revisto tudo do carro consegui vou conseguir vou sim."

Este era o plano, na mente de Pedro, infalível. 

Chegou ao carro. Tentou abrir a porta de trás, estava aberto, o passageiro não veria o rosto dele, o espelho estava virado para o outro lado, ele então, deu a gravata e tapou a boca do homem ao mesmo tempo e assim o homem escureceu. Pedro revistou o passageiro e viu que tinha muito dinheiro, olhou no carro e achou um óculos de sol, um mapa de São Paulo e uma revista Veja do mês de Abril, o mês em que se encontrava. Levou tudo, com a naturalidade de um assassino.

Nunca mais farei isso, não posso não posso fazer será que me viram não sei vou me esconder tenho que esconder melhor não esconder preciso agir com naturalidade mas como consegui fazer isso não sei tenho que agir como agi melhor agir assim com calma com calma preciso me acalmar. Me dá um café, por favor.

Ele estava sentado em um café dentro da rodoviária, ninguém lá parecia se importar com ele. 

*Continua no próximo post*

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