quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Missão é omissão sem o "O".

Meu nome é Augusto, Augusto Cândido.
A minha missão é a minha omissão:
nada falo, nada penso, apenas ajo.

Quando faço, me enojo, quando
intervenho, escarro.

Conflitos
Ameaças
Insultos
Raiva

Livre nunca serei. Nada serei.
Só sei que farei, sem querer, por
querer,
talvez, me habituei a nada ser.

A verdade é a mentira: se engane e veja como tudo é belo.




sexta-feira, 12 de outubro de 2012

UMA MADRUGADA E DOIS IDEAIS #3

GRANDES IDEIAS PARTEM DE GRANDES OBSERVAÇÕES.


CAIXA ALTA.

CAIXA. (fechado)

                                                                                                                     )  FORA DA CAIXA.  (

Agora sim.
Queria dizer apenas para aproveitar o momento. A madrugada te devolve vida sem pedir esforço, cuide de vontade e alegria sem que meça qualidade e afinidade.

Um ideal é viver bem, o outro, por mais ousado que seja, é cuidar do bem.

Ninguém sabe fazer o bem, e quem o faz, faz mal. O bem mal, que mal é realizado, se bem não é feito...
Grandes produtos produzidos pelo bem são profetas de platinas decoradas de grandes platôs formulados com escrita monoteísta.
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Mais uma.

É a última. Prometo.

Prometer não é fácil, porém o faço, de maneira prática e não alinhada.

realizações concretas que entrego, prometidas há muito tempo e planejadas à pouco;

CARAPUÇAS, que serviram há algum tempo e hoje servem feijão, arroz e farofa em alguns pontos.





ENTREGA, que faz de tudo, o pior.
Esfrega, por mais que seja e r r a d o.

E-e-e-e--e-e-e-spera?

Quando ficarei completo?
Quando estarei puro, falando grego, trostyskiano e alemão?
Seguirei puro, de sangue, de roupa, de alma.




Quero escrever.

Sinto vontade, pois, escrevo.

Sei do momento, pois, reflito.

Sei que não planejo, portanto, não penso, pois, ficarei tenso.

De tudo que falo, não realizo, pois sei, no momento, que atiro, sem maiores delongas, de forma desorganizada.

Assim tudo o que faço se torna uma dádiva, por mais que seja desorganizada, uma ideia de uma palavra, sem pretenções, sem recusas, sem mordaças pré-alinhadas de sabatinas usadas.



Uma grande escolha. Seis grandes oportunidades. Um texto, seis leituras. Leituras multiplicadas, vozes.

Voz.

Uma madrugada e uma ideia #3

A terceira vez provoca anseios de incomodação.

Uma, duas, três. Anseios não recuperados do fôlego dos pássaros que assoviam nos momentos anteriores ao súbito susto de adrenalina que faz o coração bater um pouco mais forte para realizar a vigília, ou, se preferir, o acordar.

De uma forma grotesca, acordamos com uma música alta, mesmo que nunca tenhamos a ouvido. Uma interrupção no nosso modelo de pensar, na nossa estratégia de sonhar e na facilidade de viver o irreconhecível...

De uma forma ou de outra facilitamos as maneiras de acessar o impossível e por isso nada mais me interessa. Impossível hoje é questão de criatividade, missão que não se cumpre se torna falta dela;

Dela. Ela. Sexo feminino. Coisa difícil. Nada mais, porém tudo mais.

Entre tantas, uma.

Uma só.

Várias, mas escolho uma; que agora não sabe decidir. nem nunca. nem sempre. nem as vezes. só no momento, as vezes...

Quero desejar essa canção monótona a uma pessoa que sempre considerei. Você sabe quem é.
Linda.

:)

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Sobre eleições e eleitorado.

E quando somos obrigados a dar poder para uma pessoa que sequer conhecemos?

*

Domingo, dia 7 de Outubro, vão ocorrer as eleições municipais em todo o Brasil. Será o dia em que quase totalidade dos cidadãos maiores de 16 anos irão às ruas (literalmente) digitar dois números em uma máquina, um de cinco dígitos e outro de dois. 

Convido você, leitor, a imaginar a movimentação e o clima desse domingo peculiar. Milhares de pessoas caminhando nas ruas com seus olhares brandos e iludidos, habituados com um domingo sem maiores objetivos de vida. Conforme você percorre o trajeto, vê, de forma quase pitoresca, policiais e autoridades garantindo a ordem e a segurança daquele dia. O Domingo Em Que O Não Merecedor Recebe O Poder.

Algumas pessoas rindo enquanto caminham, felizes, com um alto astral. Cheiro de churrasco vindo do quintal de uma casa próxima... O ambiente de alegria, de fraternidade, o dia em que será confirmada a democracia. Muita gente comemorando esse exercício maravilhoso. Aqueles que viveram em uma ditadura no momento se deleitam com essa liberdade tão límpida e deslumbrante.

Algumas pessoas tensas, sóbrias e com pressa. Estão preocupadas se o seu candidato irá vencer. Vencer a eleição. Se o seu candidato será eleito Prefeito ou Vereador de seu município.

Essas pessoas acordam cedo no Domingo de eleição. Essas pessoas consideram o Domingo Em Que O Não Merecedor Recebe O Poder como a passagem para uma vida melhor. Afinal, apoio custa caro.

Imaginou? 

Esse cenário acontece a cada dois anos. E acho que deveria acontecer cada vez menos...

O cidadão decide o futuro do seu país, do seu município e da sua região por meio do voto..? Sinceramente, será que estamos sendo coerentes? Será o voto, realmente, a coisa mais importante que uma pessoa deve fazer na sociedade?

Vivemos em um meio hostil, onde as pessoas buscam estar acima das outras a todo momento. Escolhemos um lado porque nos vemos fracos demais para competir com todas as outras que já escolheram um para defender. 

Como acreditar em uma pessoa se ela está sob pressão para se eleger?

A todo momento buscamos algo para participar, defender, apoiar, suportar e até mesmo nos enganar. Se existe algo em que o ser humano gosta de fazer é se surpreender: escolhemos ou fazemos algo hoje sem que pensemos nas consequências no futuro. 

O maior exemplo disso é o aquecimento global. Hoje todos reclamamos do calor, mas continuamos a tomar banhos demorados e a deixar o computador e a luz do quarto ligados o dia inteiro. Claro que a hipocrisia é marca de nossa espécie, mas será que devemos colocar nela a culpa de sermos tão burros?

Não seria uma grande ilusão achar ou pensar que os candidatos (todos, sem uma única exceção) - aqueles que criam músicas deprimentes, campanhas mentirosas, frases de efeito nauseador, que botam a cara num debate teatral em que somos meros espectadores - irão resolver os nossos principais problemas?

Temos problemas tão simples que sequer são resolvidos por nós mesmos como espécie e botamos nossa fé em alguém que prefere criar um monte de peças publicitárias para vender uma "cara" ao invés de um documento anônimo que promova ideias revolucionárias e factíveis?

Não conseguimos nem nos unir para pelo menos "entender" realmente o processo eleitoral. Conseguimos, sim, nos separar para que, como um bando de hipócritas e orgulhosos, sejamos considerados mais ou menos intelectuais, mais ou menos inteligentes, mais ou menos "aculturados", enfim...

Sejamos inteligentes, dessa vez de verdade. Temos que entender que o voto é apenas a ponta do iceberg. É, sim, um grande exercício de democracia e deve ser levado MUITO a sério. 

Mas, como população, devemos saber que o nosso papel na construção do futuro é muito mais importante do que simplesmente empurrar uma pessoa que sequer conhecemos pra um gabinete altamente visado e dizer: "Resolve isso aí, vai." Como cidadãos, devemos auxiliar todo o processo de comando social, de construção da vida no futuro e da nossa evolução como espécie.

Cobramos tanto a ética e a responsabilidade de pessoas que estão no poder mas não nos vigiamos com relação a nada de errado que fazemos. Por isso, amigo leitor, não trate a eleição como algo que vai mudar o rumo da sociedade. O que pode mudar o rumo do país, do município e do mundo somos nós. E isso não acontece no momento em que votamos, mas sim, no momento em que deixamos de considerar o voto como sendo o mais importante.

Grande abraço.

Raphael C Rosa





sábado, 22 de setembro de 2012

Uma madrugada e uma ideia. #2

Quando é que utilizamos o Excel de madrugada mesmo???

Eu sei que não era o momento e nem a hora certa pra usar uma ferramenta dessas, mas foi mais forte do que eu. Parei agora a pouco e estou escrevendo um texto, nem sei se isso é pior ou melhor... Enfim.

Uma das coisas que sempre quis entender é o por que das pessoas subestimarem tanto a madrugada. Nunca, no dia todo, terás um momento de tanta calma, paz, reflexão e, por incrível que pareça, liberdade.

A madrugada retorna valores abstratos e inconclusivos em nossas mentes. Tudo que você sempre quis esquecer volta à tona. É quase que praxe.

Uma das coisas que mais me anima na madrugada é a ausência de som. O som é uma das coisas mais barulhentas para a nossa mente e para a concentração. De fato, uma mente que consegue ficar alheia a todos os barulhos do dia-a-dia enquanto cria inúmeras "inovações" é doente. Hoje, mentes gostam de barulho e ficam ainda mais barulhentas quando o escutam demasiadamente.

O incrível mesmo é escutar apenas o som das teclas sendo pressionadas com milésimos de segundo de diferença. O olho ardendo de sono, a respiração conclusivamente constante e terna. Um ventilador de vontades: essa é a definição do sono. 

Atrapalha todos os seus desejos, bem na hora que mais você quer realizá-los. O pior é que o sono, ao mesmo tempo que te deixa bem perto disso, te joga pro descanso profundo e para um mundo que todos nós gostaríamos que fosse verdade.

A impaciência de um sonhador quando acorda é incrível quando ele sabe que tudo que viu nos momentos em que seu corpo se recuperava de um dia estranho e cansativo era pura mentira, chatice, malandragem de sua mente. Tudo era safadeza de neurônios puramente excitados por ideias mirabolantes.

Fico aqui, pensando no momento em que isso poderia se tornar um sonho (pesadelo). Esse momento se tornaria único e de fato, estrondoso: se sua mente imagina palavras em uma página em branco vazia num lugar onde só existem letras e cores numa tela... Isso sim é um pesadelo maldito.

Boa noite.


domingo, 16 de setembro de 2012

Uma madrugada e uma ideia. #1

Deve ser resultado de mais um dia e mais uma madrugada de ilusões.

Estar escrevendo as 4 horas da manhã do domingo nem sempre é um bom sinal (apesar de ser na maioria das vezes ~ ?).

Sempre entendo que a vida nos traz algo diferente todo dia. Sempre imagino que seria algo diferente que me faria pensar diferente...

Mas talvez o mesmo faça o questionamento fluir até mais facilmente.

Todo dia e toda semana. Todo mês e todo ano. Sempre fazendo acontecer as mesmas coisas e gerando os mesmos resultados.

A mesmice de ser incrivelmente esdrúxulo nos dá possibilidade de questionar nossas ações.

E essa possibilidade surge em alguns segundos e some ainda mais rápido. Bem aventurado é aquele que a captura e a questiona. Da mesma maneira que se captura uma ideia em pleno desenvolvimento no nosso córtex cerebral, um questionamento nos é apresentado de maneira semelhante, consciente ou inconscientemente.

Nem sempre é fácil tornar bambos os nosso ideais e conceitos de vida e de cidadania. Sociedade nem sempre foi fruto da boa convivência e nunca será semente disso.

Julgo as pessoas, que, assim como eu, demoram pra capturar seus questionamentos e usam de toda a sua ignorância em conseguir fazer o máximo de esforço em se manter igual. Sempre.

A queda de uma ideia em nossa mente provoca explosões orgulhosas e egoístas. A queda de uma possibilidade, a quebra de uma expectativa... Tudo isso arrebenta as nossas almas e deixamos que isso aconteça: a punição que consideramos justa por pensar algo que consideramos errado.

O importante, em suma, é ser diferente. Diferente daquilo tudo que fez você se tornar igual. Aquilo que faz você enxergar o resto do restante que ninguém vê.

O mais incrível de ser diferente, e digo, diferente em questões sociais (pelo menos) e cidadãs, é poder pensar no que ninguém ousaria. Ousar fazer o que ninguém arriscaria.

No entanto, ser alguém assim exige horas de tortura de nossas próprias mentes. Mentes que estão acostumadas a pensar no mesmo, fazer o mesmo e gostar do mesmo. Mas podemos fazer, mesmo, coisas diferentes.

E precisamos muito disso.

***

Raphael C. Rosa



segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Sobre a Gina.

Não, não vou falar da irmã do Ronald Weasley. Harry Potter lê meu blog e seria injusto com ele. (pois falaria bem demais da garota)

Brincadeiras à parte (e bem ruins, por sinal), deixei de propósito que o "boom" de matérias em revistas, comentários e "dedadas" sobre a "Gina Indelicada" acabasse pra eu poder escrever algo sobre. Como não sou expert no assunto, foi melhor ler e ouvir um pouco de cada material disponível pra, em resumo, não falar muita merda (não prometo que não falarei).


*

Dizem que a Gina é um rapaz. O garoto tem 19 anos e tem aí duas páginas no  Facebook com mais de 800.000 likes. A Gina também é uma moça, mas não tem nada de indelicada, ela costumava ser linda, mas hoje é velha, talvez linda... não sei.

De indelicadez, a Gina rapaz tem muito. Ela espeta seus questionadores sempre que pode, rindo com sua característica ironia (rs). 

Não se pode querer que um espeto não espete, assim como que a Gina rapaz seja legalzinha. A rapaz, por assim dizer, sabe muito bem espetar, mas eu acho que tá muito mais pra acupuntura. Espetar no lugar certo, provocando a dor exata e a risada um pouco inesperada não é pra qualquer um.

Enfim.

O criador da Gina Indelicada se chama Ricck Lopes, é publicitário e acabou recebendo várias propostas de emprego por ter feito alguns trabalhos interessantes no mundo das mídias sociais.

Um desses trabalhos, a Gina Indelicada, tomou proporções estranhas em seu nascimento. O criador tomou o crescimento como normal, visto que já tinha uma página com muitos seguidores e apenas divulgou a Gina lá, sem que fosse algo forçado.

Hoje em dia, as pessoas curtem tudo sem talvez curtir mesmo. Tem promoção aí todo santo dia e todo mundo quer ganhar, né?

Mas porque será que curtiram e compartilharam tanto a Gina Indelicada?
Já li que seria porque as pessoas gostam do estilo de humor da página.
Já li que seria porque as pessoas gostam de humilhação pública (tanta gente vê novela das 21h que vergonha alheia já é parte do povo)
Já li muitos motivos, mas pensei em outro.

Na verdade, eu acho que é porque todo mundo queria ser a Gina Indelicada com alguém. Espetar, no momento certo em que aquela pessoa te pergunta algo. Só que as pessoas ainda usam rostos de verdade pra vida, e eu acho que isso não vai mudar tão cedo. A tal coisa da identificação, entende?

Mesmo que isso soe óbvio, não é. As pessoas estão procurando a todo momento ficar por cima das outras e uma das maneiras disso acontecer é sendo irônico e inteligente pra criar uma resposta tão boa a ponto de ofender e gerar risadas. A piada de hoje em dia vem muito acompanhada de ofensa. Na verdade, é até difícil achar uma piada engraçada sem que ofenda alguém. Triste, né?

Vivemos numa época em que me espanto com a competitividade que rola entre as pessoas. Toda hora tem alguém querendo comprar um carro melhor que outra pessoa, alguém que vai no salão de beleza e fica 3 horas lá arrumando o cabelo só pra sair mais bonita que a amiga, gente que se prepara anos para fazer uma prova de concurso público só pra ter um salário bom e comprar aquela casa da praia que todos falavam no colegial.

É, as vezes os motivos que nos levam até certos pontos são meramente materiais. Vamos lá, onde eu quero chegar com isso tudo? No fundo, a piada, indelicada, no caso da Gina, ajuda as pessoas chegarem onde elas querem: diminuir a outra pessoa, sem fazer algo ilegal e muito anti-ético, apenas com uma piadinha ofensiva que já massageia o ego a ponto de tranquiliza-la.

Agora não sei se a parada toda é inconsciente ou consciente. Só sei que a todo momento as pessoas querem parecer mais inteligentes e espertas que as outras... 

Está aí, temos um novo heroí! É mascarado e trabalha por um "bem" maior.

***


Abs,

Raphael C. Rosa 


*

PS: Eu gosto da Gina e por incrível que pareça faço parte dessa sociedade que mencionei aí em cima. :)

sábado, 11 de agosto de 2012

Sobre o país do "vexame" olímpico.



Esporte é uma coisa séria. Esporte é o meio de sustentação de milhões de 
atletas no Brasil e no Mundo. E a principal maneira de conseguirem se sustentar é ganhando títulos e gerando audiência.

No Brasil, o futebol MASCULINO é o esporte mais popular (e quando digo masculino, é porque o feminino sequer existe pra população, que só torce e acompanha em momentos de olimpíadas e mundiais). Talvez, ganhando de longe do basquete, do vôlei e de outros. Os campeonatos desse esporte estão cada vez mais competitivos e vão gerando mais dinheiro a cada ano. Dessa forma, os atletas desse esporte possuem mais chances de se dar bem do que o dos outros esportes. Mesmo aqueles que estão em séries mais defasadas, como a B e a C. 

No Brasil, o atletismo, por exemplo, depende muito da atuação de empresas que patrocinam atletas de forma altruísta, pois, a não ser no momento olímpico, esses atletas passam 3, 4 anos no escuro, sem ninguém saber deles, sem ninguém QUERER saber deles. Não trazendo praticamente nenhum resultado significante de promoção para as empresas.

Na natação, temos alguns clubes que treinam atletas, mas possuem estruturas ruins, má organização, falta de ética... Alguns clubes conseguem formar grandes atletas de judô, que a maioria só começa a saber quem é quando começa as olimpíadas. As vezes, a Superliga de Vôlei comporta jogos fantásticos desse esporte que são, não tão frequentemente, transmitidos nas primeiras horas da manhã de domingo, um horário não nobre e que é de baixa audiência. O NBB, campeonato nacional de basquete, também gera jogos em horários de baixa audiência apenas em TV fechada. A TV aberta nem sequer transmite. Sem falar na ginástica... Não existe nenhum programa esportivo sobre o esporte e nem sequer sabemos quando acontecerão campeonatos nacionais, regionais e etc. Temos ainda o Badminton, o tênis de mesa, o levantamento de peso, e inúmeras outras modalidades que o brasileiro só sabe que existe nas Olimpíadas.

Nós, como população brasileira, não nos importamos com os atletas de atletismo, da ginástica, da natação, até mesmo não nos importamos tanto com o basquete e com o vôlei. Ficamos sabendo, em maioria, de como estão os esportistas (fisicamente, psicologicamente, etc) no momento olímpico. E falhamos olimpicamente nisso.

E ainda assim, os criticamos, comentamos, ressaltamos o quanto esperávamos daqueles. Na verdade, temos que tentar entender da onde vem esse ato patriótico momentâneo. Não apoiamos os atletas durante 3, 4 anos de treinamento, dando audiência a eles, pedindo transmissões de outras modalidades na TV aberta e fechada, suportando e motivando-os em suas páginas na internet e em redes sociais e ainda nos achamos no direito de ser exigentes nessa hora?

E aí, quando estão em suas fases mais importantes, estamos prontos para criticar. E quando não criticamos eles, criticamos o governo, as entidades públicas e tudo mais. Mas é claro que essas entidades e o governo não fazem nada, NINGUÉM PEDE! (a não ser no momento da derrota e da desolação...)

Temos que entender que também é nossa culpa. Antes de 2016, podemos mudar um pouco isso. Talvez, podemos começar a ajudar, por exemplo, seguindo um atleta do salto com vara no twitter ou no facebook, motivando ele, mostrando apoio para seus 3 anos seguintes de luta para melhorar seu desempenho. Podemos entrar em contato com a prefeitura da cidade que ele treina, pedindo suporte e investimento.

Podemos ligar na Globo e pedir a transmissão de algum campeonato de ginástica ou de natação. Isso tudo podemos fazer e está ao nosso alcance!

Existem coisas que podemos mudar. Outras, nunca vão. Isso é palpável de mudança e não é culpa do governo. O governo é REFLEXO da sociedade.

Pense nisso. Nós também somos atletas olímpicos. E, pensando bem, o vexame talvez tenha sido nosso.



Abs,

Raphael C. Rosa




PS: O futebol masculino foi vexame mesmo. Olímpico.
PS2: Fora, Mano.

terça-feira, 17 de julho de 2012

Sobre paranoia.

É madrugada, você está abrindo o portão da sua casa quando percebe um motoqueiro em baixa velocidade com a mão no bolso se aproximando. 


Seu coração acelera.

Você fecha os vidros e tranca a porta.


O motoqueiro passa, tira o apito do bolso, e assovia. É o guardinha do bairro.


*


São nessas situações corriqueiras que percebemos o quanto somos paranoicos. Alguns dizem: e com motivo. Estão certos.


Chegamos em um ponto em que o perigo é constante e temos de aprender a conviver com ele. Em muitos casos, ele é tão comum que nos acostumamos demais com isso. Vejam só as casas com cercas elétricas, alarmes e cães de guarda. Tudo isso é encarado como normal e se alguém ousa dizer que é estranho e não é natural, essa pessoa tende a ser questionada.


Temos a seguinte situação: a pessoa estaciona o carro em uma via pública, tranca-o e vai curtir o momento com os amigos. Na volta, de madrugada, o dono do veículo percebe o vidro quebrado e vê que faltam objetos que o pertenciam lá dentro. 


A maioria das pessoas quando escutam essa situação tendem a dizer: mas porque você não estacionou em algum estacionamento? A via era movimentada? Porque o seu alarme não estava ligado? Tinha seguro? 


E uma das últimas perguntas: você fez o B.O.?


É interessante notar que, certo ou errado, o dono do veículo passa a ser culpado pelo roubo. Ele não tinha colocado o carro em estacionamento, não tinha alarme e a via não era movimentada. O cara fez tudo errado.


Sim, fez mesmo. E até anormal que faça. O normal é existir ladrões que roubam da mesma maneira que nuvens provocam chuvas. Sequestradores existem da mesma maneira que o plantio das sementes. Tudo de ruim ficou muito natural. Tudo ficou comum. E o errado é quem não se protege. 


Lutar contra o perigoso passou a ser incomum. O comum é se proteger, cada vez mais, para que o perigo não te 'escolha'. Colocamos cercas elétricas nas nossas casas, gastamos pra isso, e na hora de ajudar um ex-presidiário a conseguir um emprego nos recusamos. Contratamos seguranças e porteiros para os prédios mas não levantamos uma faixa sequer para melhorar o ensino técnico na cidade e região para que pessoas de baixa renda tenham uma capacitação para um emprego razoável. 


No fim das contas, nos protegemos de nós mesmos. Como sociedade, criamos os ladrões, os sequestradores e todos os outros burladores das leis. E aí, nos protegemos da nossa criação. Sádico, não é?


Infelizmente fazer o mais fácil sempre vira a melhor opção. Contratar uma empresa de segurança para a sua empresa é mais fácil do que dedicar 3% das receitas para ajuda social em um bairro deplorável.


E assim aumentamos a desigualdade, criamos uma cultura do medo e ainda alimentamos o perigo e suas trapaças. E os paranoicos vão ter muito mais situações para analisar.


sexta-feira, 6 de julho de 2012

Sobre corrupção e cidadania.

Acabei de ler uma reportagem no Estado de S. Paulo que dizia que determinado partido cobrava uma taxa de 2,5 mil reais para que um filiado pudesse se tornar candidato a vereador na cidade de São Paulo.


Lendo os comentários dessa notícia no Facebook acabei notando que haviam tornado aquele fato em uma guerra política. Alheios aos acontecimentos restantes do mundo, as pessoas ali falavam e argumentavam porque os partidos que elas consideravam melhores estavam certos e porque os partidos que elas consideravam corruptos estavam errados. Não vou negar que ler aqueles diálogos me deprimiu bastante, visto que eu era um desses locutores há algum tempo.


Uma vez que uma discussão começa, seus atores devem buscar argumentos fortes e concisos para sustentar a sua voz. Ativamente e precisamente, o locutor deve seguir uma metodologia de diálogo para suportar os contra-argumentos e portanto, uma quebra de fluidez em seu "epitáfio". De certa forma, ao contrário dessa predicação, a discussão banal sobre a reportagem acontecia de forma canibalesca e sensitiva, e mais uma vez, demonstrava muitas falhas em nosso exercício de cidadania. 


Claro que naquela notícia o centro da discussão era entre PSDB x PT. Aliás, essa batalha entre esses dois sujos partidos é a mais deprimente possível e sustentá-la, bem como qualquer outra discussão entre partidos e grupos políticos, é humilhante:


Primeiro, porque PSDB x PT não é nada mais nada menos do que ser humano x ser humano. Portanto, todos os partidos e pessoas são farinha do mesmo saco e que pertencem a mesma realidade social (cometendo os mesmos erros e acertando de forma semelhante)


Segundo, debates políticos acontecem pra ENRIQUECER as propostas e não pra DESESTRUTURAR as propostas um dos outros. 


Terceiro, as redes sociais não são OBJETO de promoção política e sim um meio de propagação de REALIDADES SOCIAIS e de SOLUÇÕES pra elas. Essas soluções não tem em sua roupagem nomes de partidos, de políticos e nem financiamento do estado. Elas tem, em seu conceito, o APOIO da população. Porém, bem como vocês sabem, não é assim que funciona, já que se uma boa solução estiver em mãos de um partido pouco popular e descaracterizado ela não é válida.


Quarto, e por último, a FINALIDADE. Fico pensando qual seria a finalidade daqueles que discutem e batalham por partidos que estão tão longe deles mesmos, que são tão obscuros e que permitem e vivem num meio de tanta bagunça? Creio que DEFENDER e BATALHAR por grupos e pessoas seja natural do ser humano, mas vamos ser sensatos, algum partido brasileiro ou qualquer outra instituição política em algum momento da história deu motivo pra ter tal apoio incontestável de seus filiados e seguidores? 


Além de estarmos cegamente apoiando algo que não temos certeza de como é, estamos OFENDENDO, na maioria das vezes, a opinião de outra pessoa, JUSTAMENTE por ela ter, nessa cegueira toda, outra visão de determinado fato, assunto ou ideia... Isso é absolutamente desprezível. 


Podemos afirmar que a maioria dos 'militantes' dos partidos estão em contato mínimo com sua sede e pouco conhecem da verdadeira realidade do mesmo. Aqueles que defendem algo sem ver, aqueles que lutam por algo que não experimentaram, aqueles que, apesar de tudo, ofendem por um ideal escondido através de ternos e gravatas caros e de carros blindados. Esses, meus amigos, no momento em que se dizem indignados pelo Brasil, pela nossa realidade, por nossas fraquezas... Nesse momento, eles estão se considerando culpados. E não sabem disso.


O pior de tudo é ver que, no momento, a cegueira é mais popular que a razão e a cidadania. A ofensa ultrapassa a validez do consenso. A opinião beira ao insulto e a escolha, meus amigos, passa a ser assistida.


E o mais fácil de se ver e notar, mas que ninguém assume, é que aqueles que estão nas câmaras municipais, estaduais, que estão no senado e etc, ELES somos NÓS. E portanto, não é só lá que a limpeza tem de acontecer. 







domingo, 24 de junho de 2012

Sobre alienígenas.


Quem aí já viu um desses?

*
Muitas vezes nos deparamos com filmes, séries, documentários e até programas de TV falando sobre alienígenas. Eles são muito populares, não podemos negar.
Mas, será que existem?

Bom, essa é realmente uma pergunta intrigante. Quem nunca fez essa pergunta para si mesmo, antes de dormir, ou olhando as estrelas após um filme bacana...?

Cientistas e pesquisadores do mundo inteiro estão trabalhando incansavelmente em busca de provas e de fatos da existência de seres inteligentes que não sejam nativos do planeta Terra, que, diga-se de passagem, é um planeta muito raro no Universo. O nosso mundo possui líquido em sua superfície, o que faz que ele seja muito especial. Apenas a Terra e um satélite natural de Saturno, chamado Titan, possuem essa 'vantagem' para abrigo de vida. No entanto, a lua do planeta que possui aquele anel de meteoritos e poeira estelar tem uma grande quantidade de metano (CH4) e não água em sua superfície, uma coisa bastante perturbadora, já que o Metano por aqui é altamente inflamável e usado como combustível em alguns casos.

Segundo alguns cientistas da série "O Universo" do History Channel, planetas em sistemas 'solares' (sistemas que possuem estrelas com as mesmas características do sol - que não sejam anãs vermelhas, nem estrelas gigantes, por exemplo) que possuem líquidos em sua superfície podem ter muito mais chances de abrigar vida inteligente. Segundo eles, o líquido é um estado físico muito raro, que precisa de pressão e temperaturas muito precisas para se manter. O líquido, para esses pesquisadores, é como se fosse o Santo Graal na busca por vida inteligente no Universo.

Começando por aí, a busca pela vida alienígena começa a ficar mais direcionada. Segundo o mesmo programa, encontraram indícios que, a mais ou menos 20 anos-luz da Terra, existe um planeta com líquido em sua superfície, possivelmente água, pois possui uma distância da estrela de seu sistema que é a exata para produzir o estado físico de líquido. Existe outra possibilidade, que os cientistas também estão estudando, que é a do sistema de Alfa Centauro, o sistema estelar mais próximo do nosso sistema Solar, que dista mais ou menos 4,3 anos-luz da Terra. Alfa Centauro é um sistema binário, ou seja, possui 2 estrelas que orbitam entre si. Segundo os pesquisadores, cada uma dessas estrelas possuem distâncias favoráveis para abrigar planetas que contenham líquidos e, por conseguinte, vida.

Enfim, os estudos sobre o Universo intrigam da mesma forma que a especulação sobre vida extraterrestre e são assuntos inteiramente ligados um a outro.

Em outro aspecto, indícios sobre a presença de vida inteligente extraterrestre podem parecer mais acessíveis do que se imagina. Existe uma teoria, amplamente divulgada nos últimos tempos, que afirma que fomos visitados por seres inteligentes de outros planetas em tempos remotos, no período pré-histórico e também nas sociedades antigas egípcias, maias, e de outras civilizações.

Várias escritas, textos, hieróglifos, símbolos e desenhos, indicam, quase sempre, em todas essas civilizações, a presença de Deuses infinitamente superiores aos seres humanos, que regiam regras e normas de conduta nos impérios e nas tribos antigas. A descrição desses Deuses são metáforas explícitas: uma cobra voadora, um corpo de uma águia mas com cabeça de homem, humanos com cabeças de animais com focinho, e muito mais. Na Bíblia, sempre que falam de Anjos o retratam com asas e voando, quando Moisés recebeu de Deus os 10 mandamentos houveram trovões e barulhos estrondosos, além de raios e faíscas elétricas. Será que isso tudo não podia ser representado por uma nave espacial alienígena?


Um focinho de animal ou um capacete de tecnologia alienígena?

Muitas vezes os antigos habitantes da Terra tentavam replicar o que viam na prática e tentavam fazer isso utilizando o que já conheciam. Ou seja, se vissem algo voando, iriam logo pensar que fosse um animal com asas, já que a única coisa que viam fazendo isso eram os pássaros.

Se vissem um objeto estranho no mar, logo considerariam um animal aquático, pois não tinham tecnologia suficiente para criar submarinos. Se vissem um capacete de alta tecnologia, iriam pensar que fosse também um ser natural, que expelisse algo pelo "focinho", que no caso acima, parece mais um respirador do que o órgão de um animal.

Pensar que nossos irmãos de civilizações antigas entraram em contato com seres extraterrestres parece ser insano. Conforme pesquisamos, vemos que isso pode ter sido realmente possível. Algumas escrituras na pirâmide de Gizé, no Egito, indicam que a construção não seria possível sem a ajuda dos Deuses, que eram temidos pela população escravizada. Em vários momentos, as guerras dos Deuses, retratadas e escritas por várias civilizações antigas, mostravam batalhas no céu, com barulhos parecidos com trovões e que botavam medo na população.


A batalha de Ovni's de Nuremberg, 1571, autor desconhecido.

Jornal da cidade de Nuremberg: “Quando o sol nasceu, as pessoas viram muitos objetos negros grandes, os quais se moviam à alta velocidade no ar, em direção ao sol, então faziam meia volta, batendo uns contra os outros, como se estivessem em batalha; um grande número deles ficou vermelho e incendiado, logo após sendo consumidos e desaparecendo.”

Leia mais: http://ovnihoje.com/2011/10/a-batalha-de-ovnis-de-nuremberg-alemanha-1561/#ixzz1ylpVJ8qn


A verdade é que existem muitos mistérios não revelados na antiguidade: como construiram as pirâmides do Egito (não é consenso até hoje)? Como a civilização de algumas cidades Maias simplesmente desapareceu em poucos anos? Como explicar as escritas sumérias relatando a existência da genética e a construção do ser humano a partir dos engenheiros extraterrestres?
 

"Os engenheiros do DNA", escrita suméria datada de aproximadamente 10.000 AC.

A verdade é que precisamos questionar tudo que escutamos sobre tudo. Constatar algo óbvio é puramente desistir de pesquisar e de se intrigar sobre o que nos rodeia.

É claro que todas as teorias são apenas teorias, mas alguns fatos e provas persistem e comprovam muitas coisas que vão criar muitas pulgas atrás das orelhas dos céticos.

Ainda assim, existem muitas dúvidas que ainda existem sobre a Teoria dos Astronautas Antigos. Por que vieram na Terra? Por que não voltaram ainda, ou por que não entram mais em contato conosco? Por que essas civilizações antigas direcionavam tantos esforços para construir megálitos, como Stonehenge ou as esculturas intrigantes da Ilha de Páscoa? Até hoje cientistas e engenheiros não sabem como, com a tecnologia da época, aquelas sociedades conseguiam construir coisas tão complexas e com materiais tão pesados e difíceis de manusear.

Olhe, por exemplo, as construções de pedra em Cuzco, no Peru, feitas pelos Incas e sabe-se lá quais Deuses:



Verdadeiras esculturas em granito. Como levantavam e esculpiam todas essas pedras?

Enfim... O meu objetivo aqui foi intrigar vocês e - tomara - ativá-los em uma pesquisa sobre essa nova teoria que tem feito muito sucesso ao redor do mundo.

Sugiro que leiam um livro chamado "Eram os Deuses astronautas?" de Erich Von Däniken. Esse livro também possui uma versão cinematográfica, que está disponível aqui.

É isso, pessoal. Por favor comentem e sintam-se à vontade pra fazer observações que critiquem o texto, acrescentem e elevem a discussão pra um maior nível. Se tiverem dúvidas, podem postar também, estarei disposto a respondê-las, se eu for capaz.

Muito obrigado!

Até a próxima!

Raphael C. Rosa

domingo, 17 de junho de 2012

A origem de tudo.

Você aí, lendo esse post, provavelmente foi fruto de uma relação sexual. Relação, essa, que só foi possível pois a evolução das espécies resultou em uma predominância dos seres humanos, que vieram dos macacos, de sexos opostos, favorecendo a reprodução sexuada através do contato.

A evolução, por sua vez, só existe pois segue uma das leis mais interessantes da natureza: a luta pela sobrevivência. Foi assim que nossa espécie predominou. Todos nós, não importa em qual fase da vida que estamos, lutamos pela vida, tanto nossa, como de outras pessoas.

Nesse caso, percebemos que a maioria das pessoas valoriza os aspectos relacionados a vida. Muitas dessas pessoas valorizam isso através de uma religião. Outras, através de uma profissão - como a de médico - e milhões de outras, através de um simples fator: o amor incondicional.

É impressionante a quantidade de motivos que temos pra amar a vida. Ainda que a maioria dos seres humanos brigam e discutem por motivos fúteis, percebemos que quando a situação realmente foge do controle, todos se preocupam com ela.

*

Estava lendo alguns pedaços de um livro chamado "O Universo em uma casca de Noz", de Stephen Hawking. Nele, pude notar o amor incondicional de Hawking pela vida e principalmente pelo conhecimento.

Em alguns momentos, Hawking fantasia o encontro dele com Einstein e Newton. Em outros, fala sobre os diversos tipos de paradoxos temporais que podem existir caso uma pessoa viaje no tempo.

Devemos nos lembrar que Stephen está em uma cadeira de rodas, movimenta pouquíssimos músculos e se comunica através do computador. É impressionante o amor desse sujeito pela vida. 

*

Hawking lutou pelo conhecimento e confirmou uma das conclusões mais importantes de toda a humanidade: o Big Bang.

Desde a Grécia antiga, os filósofos, observando o céu, chegaram a confirmar que os astros orbitavam um ao outro através dos diversos eclipses lunares que acontecem mais constantemente e também através do raro fenômeno de eclipse solar. 

O conhecimento não se perde, e segundo alguns teóricos, está na 'nuvem' - não aquela que armazena arquivos nos servidores do Google ou da Apple - mas na 'nuvem' de conhecimento humano, acessível a todos.

Mais tarde, chegariam a conclusão que os astros estão se afastando um dos outros. Esse afastamento, então, só seria possível, se, em algum momento, todos os astros estivessem unidos em um ponto tão pequeno que a explosão resultante de seu desequilíbrio temporário poderia gerar uma inércia infinita, que afastasse todos os astros um dos outros durante toda a eternidade.

Mas que conclusão magnífica. 

Infelizmente, a ciência ainda não consegue explicar o início do Big Bang.

E, nesse caso, a religião ainda tem grande poder sobre a origem de tudo. Afinal, quem somos nós pra ousar conhecer o maior mistério do Universo?

Seria possível que outras civilizações tão ou mais evoluídas que a nossa tenham já chegado a uma conclusão? Ou será que estão tão perdidos como nós?

Eu tenho uma teoria que para descobrirmos a origem de tudo, basta olharmos para o passado. Ou viajarmos no tempo.

O ditado de que, quando se olha para o céu, se olha para o passado, é verdadeiro. Infelizmente ou felizmente, a luz possui uma velocidade finita, o que faz com que vemos um Sol de 8 minutos atrás e uma Lua de 1 segundo atrás, por exemplo.

Isso acontece pois a velocidade que a luz percorre pelo espaço é bem menor do que a distância dos astros (devido ao tamanho irracional do nosso universo), fazendo com que a luz demore, em alguns casos, milhões ou bilhões de anos para chegar a terra. Se fomos mesmo resultado de uma explosão de 13 ou 14 bilhões de anos atrás, seria possível que a velocidade dos astros nessa explosão fosse maior que a velocidade da luz?

Se olharmos longe, mas bem longe, o que veríamos?

Algumas imagens divulgadas pelo Hubble, o telescópio mais prestigiado que temos em órbita hoje, mostram uma viagem ao passado. Os astros mais próximos um dos outros resultam nessa linda imagem:


E se olhássemos além?

Será que veríamos o Big Bang?

Fica a reflexão.

Grande abraço.

Raphael C. Rosa



domingo, 18 de março de 2012

Um pouco de polêmica diária.

Ouço muito sobre religião.

Ouço tanto, aliás, que me fez ter vontade de escrever sobre isso.

Certas coisas a gente prefere não comentar, não discutir e também não questionar.
Muitas vezes me pego obstruindo alguma vontade de conversar sobre. Dizem ser normal.

Ninguém gosta de polêmica. Menos eu.

Me dizem sempre que não devo ficar falando sobre Deus, Jesus Cristo e Judas. Chico Xavier, Buda e Allah.

São muito comuns, famosos, e até temidos...
São estrelas, marcadas por livros e lendas. Por escritas, contos, mitos e histórias hereditárias.

Eles são os líderes morais da vida moderna. Eles e o Twitter.
Eles, o Facebook e a CNN. A Constituição dos Estados Unidos da América. A Organização das Nações Unidas. O Fundo Monetário Internacional.

Todos são.

Precisamos de algo, algo que nos guie, que nos diga o quanto devemos ser bondosos, humildes e sensatos. Precisamos de regras pra nos moldar socialmente, pra nos formar como pensadores, cientistas e jornalistas.

Sempre precisamos. Sempre vamos precisar.

A igreja católica, instituição religiosa com mais adeptos em todo o planeta, nos dá esse 'algo', medido por Jesus Cristo. Allan Kardec, líder da doutrina espírita, fornece 'algo' também cristão. Líderes orientais do budismo, também multiplicam histórias e livros do como viver.

A partir disso tudo, as escolhas são feitas. Na maioria delas, através da localidade geográfica e/ou da tradição cultural e religiosa da família.

Muitas vezes as crias não partilham da decisão religiosa dos pais e família. Muitas vezes, isso se torna um problema. Algumas das vezes, isso se torna separação.

Os mandamentos que guiam os católicos e os cristãos, os ensinamentos do hinduísmo, que guiam milhões de pessoas na Índia, os espíritos conhecidos da Umbanda que orientam e salvam pessoas...

Somos resultado de mais de milhões de anos de evolução, segundo a ciência atual, que ainda acredita no evolucionismo. A raça humana, teve mais de 100.000 anos para se formar. O Homo Sapiens Sapiens, nossa espécie mais moderna, aproximadamente 20.000 anos para se juntar em grandes grupos e se formar em sociedade.

E assim é a linha do tempo.

Faraós que constroem pirâmides enormes para reverenciar os Deuses.
Gênios que dizem saber do Universo, como Platão e Aristóteles.
Ateus que se tornam famosos por criarem grandes obras e pensamentos de solidariedade e compaixão, como Charles Chaplin.
Religiosos que matam e exterminam milhares de pessoas, como Hitler.
Igreja que pede dinheiro em troca de benção.
Políticos que roubam por diversão.
Assassinos, frios, calculistas, que matam sem titubear.

Temos de tudo.

Apesar de etnia, gênero, cultura, religião...
Já passou da hora de acreditarmos que a religião separa as pessoas boas das ruins.
Já passou da hora de incriminar qualquer pessoa justamente por ela acreditar em algo diferente.

Dentro de cada grupo, de cada formação social, de cada aglomeração ideológica, possuímos divergências.

Dentro dos índios Apache, no centro-oeste americano, existem aqueles que matam e aqueles que possuem compaixão.

A igreja católica possui padres que querem o bem dos fiéis e aqueles que estupram garotas.

O espiritualismo possui aqueles que fazem macumba e aqueles que pedem dias melhores aos espíritos de luz.

Na Africa, existem prefeitos bons que ajudam o povo e aqueles que roubam e matam por dinheiro.

Existem empresas que realmente praticam sustentabilidade e aquelas que o fazem apenas de fachada.

Alguns políticos roubam, outros constroem casas.

Vários jogadores de futebol não se preocupam com a torcida do time que jogam, outros correm e fazem de tudo em campo para vê-la feliz e cantando na arquibancada.

Alguns Homossexuais são desleais e irritantes, outros, muito inteligentes e confiáveis.

Muitas pessoas acreditam em Deus, outras, não.

Várias pessoas fazem o bem, outras, nem pensam nisso.

A generalização está acabando com a nossa sociedade e transformando grupos fortes em grupos muito fortes e grupos já fracos em grupos em extinção. Não julgue um político só por ele pertencer a essa classe. Não maltrate um gay só por ele se relacionar com o mesmo sexo. Não critique um cético só por ele não acreditar no mesmo que você.

Há de se destacar o poder e influência da mídia nesse caso, que faz o que é mais conveniente e adequado para eles. Temos de considerar que não temos mais o controle da situação.

----- Continua ----













sábado, 4 de fevereiro de 2012

A imprensa moderna e a nossa participação na alienação da sociedade

É globalizando os 'fatos' que democratizamos a informação?


Essa pergunta, por mais incrível que pareça, é muito difícil de responder. Uma vez que temos milhões de atrativos reais e virtuais, através de canais de todos os tipos, que geram trajetórias de disseminação significantemente diferentes e talvez com resultados pouco semelhantes, a nossa mente procura definir qual a melhor fonte e quanto se deve dar atenção a ela. Dessa maneira, procuramos nos orientar quanto a nosso meio midiático, por assim dizer. Por exemplo, um indivíduo adota a rede social "facebook" porque seus amigos também adotaram e escuta a música do Michel Teló pois é sucesso no mundo inteiro.


A situação de caos começa quando a imprensa globaliza fatos desinteressantes para a evolução de nossa espécie e, automaticamente, por ser vista por milhões de pessoas, passa a ser algo 'interessante'. Isso acontece, é fato. Mas não existe explicação lógica para tal transformação instantânea. 


Podemos, nesse caso, citar o caso da Luiza (que estava no Canadá, e é muito provável que você saiba do que eu estou falando), que foi veiculada no Brasil todo por ter sido sucesso no twitter. Nesse caso, podem dizer que na verdade não foi a imprensa que gerou tal difusão, mas sim o twitter, que começou com essa 'bomba' através dos tradicionais RT's e das interessantes #hashtags. No entanto, a grosso modo, a maioria das pessoas comuns, que trabalham o dia todo no Brasil, ficaram sabendo do fato através da imprensa moderna televisiva, que abordou sobre o fato simplesmente porque foi sucesso em uma rede social.


A ligação lógica pra isso tudo é simples. Se um fato ou uma informação foi interessante e se tornou famosa pela internet, existem chances muito significativas de que esse mesmo fato se torne famoso entre as pessoas que assistem TV. Dessa forma, a sociedade virtual, ao retuitar ou tuitar algo desinteressante, a imprensa televisiva pode considerar isso, automaticamente, algo gerador de 'frisson' (que significa atração e participação da massa social em algo).


A massa, como sabemos, não está no twitter. Sabemos que um pequeno grupo de pessoas, se insistentes, conseguem fazer uma #hashtag entrar para os trending topics do twitter em alguns instantes. Isso demonstra que, as vezes, somos 'obrigados' a ver e participar de algo totalmente insignificante porque um 'pequeno' grupo de pessoas riram, leram e compartilharam algo. 


Voltando ao universo dos exemplos, podemos citar o jornalismo esportivo e os paparazzi. No primeiro caso, vemos a todo momento jornalistas veicularem sobre a vida extra campo dos jogadores e de pessoas no meio do futebol: "Adriano bate o carro" ou "Ronaldinho Gaúcho vai a show no RJ". Manchetes totalmente insignificantes. No caso dos paparazzi: "Brad Pitt escorrega em shopping" ou "Carolina Dickman faz compras no Leblon". 


Essas manchetes chegam a dar nojo em algumas pessoas e necessariamente, a mim. O problema disso tudo é que a mídia e a imprensa é o reflexo de nós. Ou seja, essas manchetes só estão lá pois as pessoas clicam, leem e compartilham. Todos sabemos que um jornal tem como objetivo vender sua informação. Para isso, desenvolvem um certo tipo de pesquisa, sobre o que dá mais polêmica e é mais atrativo para as pessoas. Para perceber isso, é só visitar qualquer site de notícias a qualquer hora de qualquer dia de qualquer semana e de qualquer ano. 


O que ajuda a imprensa a alimentar toda esse ciclo virtuoso, além de nossa atenção, é a tendência de que as pessoas tem de equilíbrio e de desequilíbrio. No caso, podemos perceber que manchetes citando a corrupção de um determinado partido (seja ele qualquer um de grande popularidade) é lida e compartilhada tanto pelos defensores daquele fato assim como por aqueles que não concordam ou não acreditam nela. Nesse caso, a imprensa ganha em dobro. E como a imprensa é 'privada' e tem como objetivo lucrar, é lógico pensar que tenha mais interesse em fatos que gerem esse tipo de situação do que em fatos que não geram polêmica.


Além de tudo isso, temos ainda a consciência coletiva, que é aquele pensamento que é compartilhado por todos, ou seja, o senso comum. O senso comum é uma grande ferramenta de posse de atenção. As pessoas gostam de saber que estão certas e o senso comum as dá poder para tal. Quando um jornal de efetiva audiência veicula que, por exemplo, os militares norte-americanos ainda não saíram do Iraque, a tendência é que (mesmo sem explícita demonstração) as pessoas se posicionem contra, o que torna a notícia um senso comum. Nesse caso, é "horrível" que aqueles soldados continuem lá e que devem ir embora o mais rápido possível. De fato, a maioria da população toma posse da informação que é veiculada no jornal e não pesquisa, de fato, o que está acontecendo lá. Sei que o exemplo foi um pouco ruim, mas na maioria dos casos a imprensa demonstra ser parcial e errônea ao apurar certas situações. No caso do Pinheirinho, por exemplo, deixou de mostrar moradores sendo baleados pela polícia e preferiu tomar uma posição mais equilibrada diante de tantos lobistas que financiam a emissora.


O que acontece, então, é que a maioria da população (a que detém o poder de escolher quem controla país, cidade e estado), incorpora o senso comum veiculado pelo jornal. Nesse caso, todos compartilham de uma mesma posição (que os militares devem sair do Iraque) sendo que se cada um pesquisasse individualmente sobre o caso, a chance de possuírem posições divergentes seria muito maior.


Voltando a pergunta inicial, "É globalizando os 'fatos' que democratizamos a informação?"


De fato, não.


Globalizar fatos que são fatos apenas para alguns grupos é alienação da população. Fatos podem ser fatos credíveis apenas por uma parte da população (assim como vimos no twitter) e se veiculados na TV disseminam a posição de uma minoria, até então, para o que pode se tornar popular.


Um exemplo: um grupo de cientistas, em alguma universidade compartilhada por vários países, detém a informação de que o sal do mar faz mal a pele e pode causar carcinoma. (a universidade, vamos supor, é compartilhada por Peru, Guatemala e Bolívia)


Se veiculado na imprensa, esse fato, constatado por essa fonte, pode ou não se tornar senso comum. O que faz o fato, de certa forma, se tornar senso comum, é a MANEIRA como a imprensa o faz. Se a imprensa veicula o fato querendo o tornar popular, a reportagem terá maior tempo de duração, as imagens serão absolutamente credíveis (pesquisadores em laboratórios e muitos números de estatística) e além de tudo, com uma observação dos âncoras do jornal, alertando a população.


Manchete: "Pesquisadores de vários países, em grande Universidade compartilhada, determinam que o sal contido na água do mar é grande causador de câncer de pele no mundo."


Se a imprensa não quisesse tornar o fato popular, teria algumas opções: 1) Não falar sobre o acontecido na TV. 2) Se por obrigação ou por lei do audiovisual brasileiro, o jornal tivesse de mostrar, mostraria muito mal, com uma reportagem de curta duração, com repórteres novatos e sem muitos números estatísticos credíveis e no fim com nenhuma observação dos âncoras.


Manchete: "Universidade dividida por Peru, Bolívia e Guatemala acredita que água do mar pode causar mal a saúde"


Temos de considerar que a edição dos jornais é o que mais nos possibilita notar o quanto estamos sendo moldados por uma pequena parte de nós mesmos. De fato, estamos sendo alienados. O que nos resta, a partir disso, é começar a darmos importância ao que realmente importa, pesquisando e re-pesquisando, por nós mesmos, verdades universais do senso comum. Precisamos confiar mais nos nossos instintos e deixar de lado a opinião compartilhada e fácil de ser digerida do meio em que vivemos. 


Devemos parar de compartilhar textos de outras pessoas e começarmos a criar nosso próprio conteúdo. Afinal, o errado não é ler e absorver algo, é compartilhar algo que não foi, efetivamente, seu. Algumas vezes, compartilhamos coisas que não concordamos totalmente, mas o fazemos por mostrar que obtemos certa 'análise social' ou 'visão crítica', sendo que isso é, de fato, preguiça ou incapacidade argumentativa de opinar sobre.


Não compartilhe esse texto. Comente sobre. Todos ganhamos com isso. 


Grande abraço!


Raphael