A evolução, por sua vez, só existe pois segue uma das leis mais interessantes da natureza: a luta pela sobrevivência. Foi assim que nossa espécie predominou. Todos nós, não importa em qual fase da vida que estamos, lutamos pela vida, tanto nossa, como de outras pessoas.
Nesse caso, percebemos que a maioria das pessoas valoriza os aspectos relacionados a vida. Muitas dessas pessoas valorizam isso através de uma religião. Outras, através de uma profissão - como a de médico - e milhões de outras, através de um simples fator: o amor incondicional.
É impressionante a quantidade de motivos que temos pra amar a vida. Ainda que a maioria dos seres humanos brigam e discutem por motivos fúteis, percebemos que quando a situação realmente foge do controle, todos se preocupam com ela.
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Estava lendo alguns pedaços de um livro chamado "O Universo em uma casca de Noz", de Stephen Hawking. Nele, pude notar o amor incondicional de Hawking pela vida e principalmente pelo conhecimento.
Em alguns momentos, Hawking fantasia o encontro dele com Einstein e Newton. Em outros, fala sobre os diversos tipos de paradoxos temporais que podem existir caso uma pessoa viaje no tempo.
Devemos nos lembrar que Stephen está em uma cadeira de rodas, movimenta pouquíssimos músculos e se comunica através do computador. É impressionante o amor desse sujeito pela vida.
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Hawking lutou pelo conhecimento e confirmou uma das conclusões mais importantes de toda a humanidade: o Big Bang.
Desde a Grécia antiga, os filósofos, observando o céu, chegaram a confirmar que os astros orbitavam um ao outro através dos diversos eclipses lunares que acontecem mais constantemente e também através do raro fenômeno de eclipse solar.
O conhecimento não se perde, e segundo alguns teóricos, está na 'nuvem' - não aquela que armazena arquivos nos servidores do Google ou da Apple - mas na 'nuvem' de conhecimento humano, acessível a todos.
Mais tarde, chegariam a conclusão que os astros estão se afastando um dos outros. Esse afastamento, então, só seria possível, se, em algum momento, todos os astros estivessem unidos em um ponto tão pequeno que a explosão resultante de seu desequilíbrio temporário poderia gerar uma inércia infinita, que afastasse todos os astros um dos outros durante toda a eternidade.
Mas que conclusão magnífica.
Infelizmente, a ciência ainda não consegue explicar o início do Big Bang.
E, nesse caso, a religião ainda tem grande poder sobre a origem de tudo. Afinal, quem somos nós pra ousar conhecer o maior mistério do Universo?
Seria possível que outras civilizações tão ou mais evoluídas que a nossa tenham já chegado a uma conclusão? Ou será que estão tão perdidos como nós?
Eu tenho uma teoria que para descobrirmos a origem de tudo, basta olharmos para o passado. Ou viajarmos no tempo.
O ditado de que, quando se olha para o céu, se olha para o passado, é verdadeiro. Infelizmente ou felizmente, a luz possui uma velocidade finita, o que faz com que vemos um Sol de 8 minutos atrás e uma Lua de 1 segundo atrás, por exemplo.
Isso acontece pois a velocidade que a luz percorre pelo espaço é bem menor do que a distância dos astros (devido ao tamanho irracional do nosso universo), fazendo com que a luz demore, em alguns casos, milhões ou bilhões de anos para chegar a terra. Se fomos mesmo resultado de uma explosão de 13 ou 14 bilhões de anos atrás, seria possível que a velocidade dos astros nessa explosão fosse maior que a velocidade da luz?
Se olharmos longe, mas bem longe, o que veríamos?
Algumas imagens divulgadas pelo Hubble, o telescópio mais prestigiado que temos em órbita hoje, mostram uma viagem ao passado. Os astros mais próximos um dos outros resultam nessa linda imagem:
E se olhássemos além?
Será que veríamos o Big Bang?
Fica a reflexão.
Grande abraço.
Raphael C. Rosa
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