sábado, 27 de julho de 2013

Escravos da humanidade?

Nos últimos dias estive pensando em algumas bizarrices e inconformidades que somos obrigados a aceitar.

Maioridade penal

Enquanto milhões de pessoas pedem pela diminuição da maioridade penal, hoje de 18 anos, devido aos crimes cada vez mais constantes provocados por menores de idade, uma associação de pedófilos da Holanda está pedindo um tratamento igual ao dos homossexuais. Ora, não percebem que, uma vez diminuindo a maioridade penal, seja pra 16, seja pra 14 anos de idade, a idade de consentimento sexual também cai bruscamente? Uma menina de 12 anos poderá consentir de relações sexuais. Você também é a favor disso?

Escravocracia brasileira

Fato é que nossa constituição de 88 nos garante os direitos essenciais para se viver em sociedade: à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade.
Se, seguindo os passos do Uruguai, o Brasil liberar o aborto de embriões, o primeiro direito essencial será ferido. O embrião é parte do corpo da mãe ou é um novo ser humano em formação? Alguns políticos gostam de falar que a gravidez indesejada é uma profilaxia. Agora ficar grávida é ficar doente! Não bastam as inúmeras formas de se evitar uma gravidez? Usar camisinha, transar com mais cuidado, tomar anticoncepcional...? Se a gravidez acontecer, paciência. Por que a mulher tem que decidir sobre a vida de um novo ser? A questão é filosófica: a fecundação promove a junção única de dois códigos genéticos diferentes; a essência absolutamente determinista de um ser com personalidade, afeto, emoção e tudo que um ser humano possui. Matar um embrião em desenvolvimento devido à escolha de seu responsável segue a mesma linha de raciocínio da eutanásia forçada: por considerar que o ser não pensa e não é capaz de tomar decisões, você as toma por ele. A diferença que, na eutanásia, as estatísticas comprovam que A MAIORIA dos pacientes não acordam, tornando o assassinato dessas pessoas uma decisão puramente técnica: para que não se use maquinário e contingente pessoal para cuidar de pessoas clinicamente mortas em detrimento do uso em pacientes com mais chances de viver. Porém, a estatística da fecundidade x nascimento é muito diferente: a maioria dos embriões que são fecundados nascem em saúde e sem problemas. Seria correto impedir claramente a vida desse ser apenas porque ele ainda não pensa? 

Liberdade? Algum ser humano adulto nascido nesse país está livre de pagar impostos? Livre de votar? A liberdade é um direito, mas pagar impostos e votar são 'deveres' em prol da coletividade. Onde está a coerência?

Igualdade? Então, mesmo sendo muito mais burro, posso pedir igualdade de salários com quem estudou e trabalhou a vida inteira em determinado assunto? Mesmo que esse direito essencial seja, em sua natureza, ridículo, ele não é exercido plenamente. A tentativa de promovê-lo só demonstra como o político brasileiro é burro e incapaz. Igualdade por condição é um agente alimentador da própria desigualdade; você considera que as pessoas que merecem receber ajuda precisem estar em determinado nível ou caráter social, ao invés de propor o benefício a todos que precisarem. Cotas raciais e sociais são exemplos disso.

Segurança? Cadê a minha liberdade de ter uma arma de fogo?

Propriedade? OK, se eu for médico a partir de 2015 perco a propriedade do meu próprio corpo. Eu serei obrigado a trabalhar 2 anos para o governo, isso sem qualquer tipo de contrato prévio. Se dá como condição sine qua non para exercer tal profissão. Meu dinheiro não é meu! 40% dele é do Estado! Propriedade? Cadê a propriedade?

São direitos essenciais garantidos pela nossa constituição federal de 1988. TODOS ELES SÃO FERIDOS! 

Estamos realmente livres?

A saúde é um direito humano?

Esses dias atrás vi um vídeo que me fez pensar: será que a saúde e a educação são direitos humanos?

E por incrível que pareça a resposta que cheguei foi: não, não são.

Por que?

Porque PRECISAMOS dos médicos e enfermeiros. E s
e você considerar que a liberdade de um indivíduo se expande até o ponto que a liberdade de outro indivíduo começa, você deve pensar, que, desse modo, a iniciativa do médico oferecer seu trabalho deve SER LIVRE.

Portanto, a decisão do médico, se consideramos a saúde um direito humano, é negada. Ele deve obrigatoriamente usar o trabalho para fornecer saúde. É basicamente tirar de um para dar ao outro: um princípio claro do coletivismo; a escravidão travestida de humanidade, onde as pessoas ajudam por obrigação e não por solidariedade e voluntarismo.

Culpa de quem? De todos nós que precisamos de ordens e forças maiores para agirmos em prol da nossa evolução. Chega de dar ao Estado a decisão que deve ser nossa: vamos ajudar por nós mesmos; deveríamos ter esse direito antes de tudo.


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